Antonio Cruz/Estadão
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Dívida pública volta a subir em setembro e chega a 83% do PIB, mostra BC

Depois de seis meses de queda, valor subiu para R$ 6,940 trilhões; as contas do setor público consolidado fecharam no azul em R$ 12,933 bilhões

Thaís Barcellos e Eduardo Rodrigues, O Estado de S.Paulo

29 de outubro de 2021 | 10h45

BRASÍLIA - A dívida pública brasileira voltou a subir após seis meses de queda. Dados divulgados nesta sexta-feira, 29, pelo Banco Central mostram que a Dívida Bruta do Governo Geral fechou setembro em R$ 6,940 trilhões, o que representa 83% do Produto Interno Bruto (PIB), porcentual que ficou em 82,7% em agosto. No melhor momento da série, em dezembro de 2013, a dívida bruta chegou a 51,5% do PIB.

A Dívida Bruta do Governo Geral - que abrange o governo federal, os governos estaduais e municipais, excluindo o Banco Central e as empresas estatais - é uma das referências para avaliação, por parte das agências globais de classificação de risco, da capacidade de solvência do País. Quanto maior a dívida, maior o risco de calote por parte do Brasil.

O BC informou ainda que a Dívida Líquida do Setor Público (DLSP) passou de 59,4% (dado revisado) em agosto para 58,5% do PIB em setembro, somando R$ 4,896 trilhões. A dívida líquida apresenta valores menores que os da dívida bruta porque leva em consideração as reservas internacionais do Brasil.

Contas no azul

O setor público consolidado (Governo Central, Estados, municípios e estatais, com exceção de Petrobras e Eletrobras) apresentou superávit primário de R$ 12,933 bilhões no mês passado, o melhor resultado para meses de setembro desde 2010, quando as contas fecharam no positivo em R$ 28,157 bilhões. Em agosto, havia sido registrado superávit de R$ 16,729 bilhões e, em setembro de 2020, déficit de R$ 64,559 bilhões.

O resultado primário reflete a diferença entre receitas e despesas do setor público, antes do pagamento dos juros da dívida pública.

O superávit primário consolidado do mês passado ficou dentro do intervalo das estimativas de analistas do mercado financeiro ouvidos pelo Projeções Broadcast, que iam de déficit de R$ 15,662 bilhões a superávit de R$ 19,507 bilhões. O desempenho foi bem superior à mediana, que estava positiva em R$ 1,750 bilhão.

O resultado fiscal de setembro foi composto por um superávit de R$ 708 milhões do Governo Central (Tesouro Nacional, Banco Central e INSS) e de R$ 10,439 bilhões dos governos regionais (Estados e municípios). Enquanto os Estados registraram superávit de R$ 7,265 bilhões, os municípios tiveram resultado positivo de R$ 3,174 bilhões. As estatais registraram superávit primário de R$ 1,786 bilhão.

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