Dívidas das indústrias sobem após a crise

O primeiro trimestre deste ano será inesquecível para a indústria brasileira. Por más razões. Pequenas, médias e grandes empresas do setor tiveram queda generalizada das vendas, das margens de lucro e da rentabilidade no período. E, ainda, o endividamento e as despesas financeiras dispararam.

AE, Agencia Estado

28 de setembro de 2009 | 08h21

Esse é o retrato apontado por um estudo feito em conjunto pela Serasa Experian com a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp). O trabalho foi elaborado com base nos balanços de 213 grandes e 349 pequenas e médias empresas, de capital aberto e fechado. Por questões de confidencialidade, Serasa e Fiesp não divulgam os nomes das companhias ouvidas.

O estudo revela que a margem de lucro das grandes empresas caiu de 17,2% no primeiro trimestre do ano passado para 10,2% no mesmo período deste ano. Nas pequenas e médias, a queda foi menos expressiva, de 10,2% para 9,2%. "As companhias maiores sofreram mais porque parte importante de seus clientes está no exterior, onde a crise se revelou mais grave", explicou o diretor do Departamento de Competitividade e Tecnologia da Fiesp, José Ricardo Roriz Coelho.

A rentabilidade sobre o patrimônio caiu de 4,1% para 0,5% nas grandes (pior resultado desde 2002, primeiro ano da pesquisa) e de 3,1% para 1,7% nas pequenas e médias. Segundo os responsáveis pelo estudo, a cadeia de problemas foi detonada pela forte queda das vendas. Nas grandes, o recuo foi de 7,8% e, nas pequenas e médias, de 10,6%. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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