Divididos, petroleiros adiam decisão sobre greve

Uma divisão de posições entre os trabalhadores da Petrobrás sobre a greve da categoria adiou para esta sexta-feira a decisão sobre a paralisação nas unidades de produção de petróleo, refinarias e plataformas marítimas prevista para a próxima terça-feira. A Federação Única dos Petroleiros (FUP) esperava para esta quinta-feira uma decisão dos sindicatos filiados sobre a manifestação, já que o prazo para comunicar a companhia é de 72 horas, caso haja paralisações. Na reunião da direção da Federação Única dos Petroleiros (FUP) e os 17 sindicatos filiados, que terminou às 19h30, não houve consenso entre os petroleiros. Segundo o diretor da FUP, José Maria Rangel, três importantes representações dos empregados - em São José dos Campos, da Refinaria Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, e no Ceará - rejeitaram a manifestação. Apenas dois sindicatos aprovaram "com muita tranqülidade" a paralisação de cinco dias, a partir do próximo dia 19, no Amazonas e no Rio Grande do Norte; o restante teve votação favorável apertada. "Os outros aprovaram a greve, mas com uma diferença na votação muito pequena", afirma Rangel, ressaltando que os petroleiros preferem fazer nova reunião para manter a unidade da categoria. O sindicalista negou, porém, que o movimento pelo reajuste de 13,2% tenha nascido dividido. Em contrapartida, ele avalia que a proposta da Petrobrás de conceder reajuste de 12,1% apenas para os empregados em atividade, excluindo os aposentados, colaborou para dividir a categoria, apesar de todos os sindicatos filiados à FUP terem rejeitado a oferta da estatal. A greve dos petroleiros começou no dia 4, quando algumas unidades realizaram paralisações de 24 horas, sem aviso prévio (movimentos conhecidos como "greve pipoca"). Na Reduc, 250 funcionários optaram pela greve por tempo indeterminado, movimento que foi suspenso após decisão dos trabalhadores em assembléia que optou por uniformizar o movimento. "A greve pipoca foi um sucesso", argumenta Rangel.

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