Divisão da GM na Europa apresenta plano na segunda

Grupo poderá vender fábricas para outras montadoras; Opel pretende pagar a ajuda do governo

Agências internacionais,

27 de fevereiro de 2009 | 14h14

A divisão da General Motors na Europa apresentará na próxima segunda-feira, 2, um plano para salvamento da companhia. O presidente da divisão, Carl-Peter Forster, disse aos jornalistas na sede da marca Opel, próxima a Frankfurt, que o grupo precisa de 3,3 bilhões de euros (US$ 4,17 bilhões) em capital.   O presidente do conselho de trabalhadores da Opel, Klaus Franz, disse que a companhia poderá mudar sua estrutura corporativa, mas pretende continuar fazendo parte da rede da GM na Europa.   Forster disse que o grupo poderá vender fábricas para outras montadoras e que a Opel pretende pagar a ajuda do governo, caso a receba, até 2014 ou 2015.   Os políticos alemães aumentaram nos últimos dias a pressão para que a equipe administrativa da GM na Europa apresente um plano convincente de viabilidade para a divisão, num momento em que a GM busca ajuda governamental dentro e fora de casa para sobreviver à crise do setor.   Os políticos alemães são pressionados pelos sindicatos a ajudar a Opel, que é de longe a maior marca da GM na Europa, o que salvaria os 25 mil postos de trabalho da montadora, um número que dobra quando são incluídos os empregados das fornecedoras de autopeças e de outras companhias ligadas à empresa. Os políticos, no entanto, estão divididos quanto a isso.   GM americana   A montadora voltou a dar sinais de incertezas em relação ao seu futuro ao divulgar ontem, nos Estados Unidos, perdas globais de US$ 30,9 bilhões em 2008, sendo US$ 9,6 bilhões no último trimestre. É o segundo maior prejuízo da história da companhia. Nos últimos quatro anos, o grupo acumula US$ 86,8 bilhões em perdas, grande parte por causa das dificuldades que enfrenta nos EUA. Desde dezembro, a GM sobrevive com ajuda do governo americano, que já estuda a possibilidade de falência da companhia.   Após divulgar seu balanço ontem - cujo resultado só fica atrás do de 2007, quando a perda atingiu US$ 43,3 bilhões -, a GM informou que espera um sinal de alerta dos auditores que avaliam o risco da empresa, num momento em que atravessa as piores condições de mercado em décadas.   O parecer será enviado à SEC, órgão similar à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) no Brasil, e deve ser divulgado em março. O diretor financeiro da GM, Ray Young, disse que o status de viabilidade vai depender em larga medida do sucesso da empresa em receber ajuda adicional do governo. Além dos US$ 13,4 bilhões já recebidos a partir de dezembro, a empresa pede mais US$ 16,6 bilhões para se manter até 2011.   A única esperança de sobrevivência da GM é que a administração de Barack Obama aprove seu plano de reestruturação, cujo resumo foi entregue em 17 de fevereiro e o texto final será apresentado no fim de março.   Brasil   No Brasil, a GM começou ontem a demitir 1.633 trabalhadores da fábrica de São Caetano do Sul (SP), cujos contratos com prazo determinado de um ano vencem entre fevereiro e abril. Os cortes tiveram início por um grupo de 30 pessoas e hoje mais 30 não serão renovados.   Os trabalhadores integram o terceiro turno da montadora, aberto no ano passado e extinto em janeiro. A partir de segunda-feira, serão dispensados em média 50 por dia, até completar o grupo. A direção da GM confirmou ontem que, "no momento, todos os contratos que estão vencendo não serão renovados."

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