Adriano Machado/REUTERS
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'Dizem que morreram só 5 mil pessoas', diz Guedes sobre coronavírus na China

Ministro da Economia participou de coletiva de imprensa nesta segunda

Anne Warth, Amanda Pupo e Adriana Fernandes, O Estado de S.Paulo

16 de março de 2020 | 20h02

BRASÍLIA - Ao divulgar o plano do governo para combater os efeitos da pandemia na economia brasileira, o ministro da Economia, Paulo Guedes, disse que, em termos porcentuais, o novo coronavírus “mata menos que todas as doenças que tivemos aqui”, citando zika, dengue, febre amarela e chikungunya. Na China, disse o ministro, a covid-19 matou "só" 5 mil pessoas. 

“Os dados que me dão são impressionantes. Em um país de 1,5 bilhão de pessoas, dizem que morreram só 5 mil pessoas. Não sei as informações que saírem de lá são absolutamente confiáveis, mas é impressionante”, afirmou.

No mundo, já são 6.513 mortos até agora. No Brasil, já há 234 casos confirmados e a previsão é de que o número apresente um grande aumento nas próximas semanas.   

Citando informações divulgadas pela China, ele disse que a primeira constatação sobre o coronavírus no país asiático ocorreu em novembro e que, depois de um surto no início do ano, em março, já havia apenas 10 casos diários.

“Não sabemos ainda nossa capacidade de defesa a um vírus como esse, mas a verdade é que ele tem rápida e altíssima taxa de contágio, mas tem baixíssima taxa de letalidade”, acrescentou.

Guedes chegou a sugerir que os jovens circulem, e que apenas os idosos, mais vulneráveis ao coronavírus, fiquem confinados, mas depois recuou e disse que a melhor orientação cabe ao Ministério da Saúde.

“Não é economista que vai falar de saúde, os mais idosos evidentemente tem que se recolher, talvez se aplique até mim. Os mais idosos evidentemente devem se recolher. Os mais idosos vão pra casa, os mais jovens podem circular, tem mais saúde, mais defesa imunológica, e a economia consegue encontrar um meio termo. Porque se ficar todo mundo em casa, o produto (PIB) colapsa”, disse.

“Os ingleses andaram sugerindo o seguinte: os mais idosos em casa, e os mais jovens vamos trabalhar, tentar manter vida próxima do normal. Eu, como economista, me parece interessante a hipótese, mas não sou eu quem vai falar isso. Quem tem que falar isso realmente é o Ministério da Saúde, que vai dar a melhor orientação.”

A orientação do Ministério da Saúde é que se evite aglomerações, independentemente da idade. Técnicos da pasta recomendam que em locais de transmissão comunitária, como São Paulo e Rio, mesmo jovens permaneçam em casa para que não sejam infectados e pressionem o Sistema Único de Saúde (SUS). Segundo o ministério, os leitos precisam estar disponíveis para os mais idosos e doentes crônicos. 

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