Coluna

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DKW eleva recomendação para a dívida brasileira

O banco de investimentos Dresdner Kleinwort Wasserstein (DKW) alterou hoje a sua recomendação para a dívida soberana do Brasil de ´marketweight´ (na média do mercado) para ?overweight´ (acima da média). O banco informa que mantém a sua previsão de que a recuperação econômica nos Estados Unidos vai ocorrer num ritmo inferior ao esperado, contendo ainda mais as expectativas de aumentos dos juros pelo Federal Reserve, o que beneficiará a dívida emergente. Entre os principais emergentes - Brasil, Russia, e Turquia - o DKW considera que a dívida brasileira é a melhor posicionada para oferecer retornos ao longo do próximo mês. A Rússia continua a ter uma performance inferior à média do mercado, apesar dos seus fortes fundamentos macroeconômicos. A Turquia tem apresentando um bom desempenho, mas entrará num período de maior risco diante das negociações com o FMI e para a sua adesão à União Européia. Entre as dívidas com menor peso nos mercados, o banco aponta as da Ucrânia, Venezuela e Colômbia com bom potencial de valorização. O DKW observou que a dívida soberana brasileira tem registrado uma performance superior à média do mercado desde maio passado, mas mesmo assim continua levemente mais barata do que no início deste ano. O spread sobre os bônus do País cairam na semana que anteceu o upgrade conferido pela agência de classificação Moody´s ao Brasil, mas após isso, não houve quase nenhuma alteração de preço em relação ao mercado em geral. "Desde que os temas domésticos, incluindo a política, continuem relativamente calmos, acreditamos que a dívida soberana brasileira poderá se valorizar mais diante da dinâmica das letras do Tesouro dos Estados Unidos, os contínuos fluxos de dinheiro para os fundos emergentes e da disposição dos investidores de aumentarem sua exposição ao risco", disse o banco. O economista sênior do DKW, Nuno Camara, disse que a atividade econômica no Brasil continua a apontar para uma recuperação robusta neste segundo semestre. "A única nuvem no horizonte é a perspectiva para a inflação", disse Camara. Ele observou, no entanto, que o ciclo de aperto monetário iniciado nesta semana deverá ser gradual e de curta-duração e o seu resultado no crescimento será apenas marginal. "Afinal de contas, tudo que o Banco Central quer fazer é ajustar o crescimento na demanda agregada ao crescimento na oferta para garantir a sustentabilidade da recuperação, uma estratégia que apoiamos totalmente", disse Camara. Ele revisou a sua estimativa da Selic para dezembro deste ano de 17% para 17,5%.

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