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Do surfe à TV, personalidades relatam como cuidam do dinheiro

Planejamento e informação sustentam o aumento de patrimônio dos famosos

Estadão Blue Studio, O Estado de S.Paulo

22 de agosto de 2021 | 07h30

De olho no futuro, o campeão mundial de surfe Adriano de Souza, o Mineirinho, resolveu desde cedo incorporar produtos financeiros na sua carteira de investimentos. “Há sete anos, comecei a pensar no futuro. Desde os 15 anos, quando passei a ganhar dinheiro com surfe, comecei a investir em terrenos, apartamentos e fui acumulando patrimônio. Há sete anos, por achar que já estava com um capital sólido, comecei a pensar na minha aposentadoria também. Todos os meus recursos que sobram eu invisto”, diz Mineirinho. Hoje ele conta com 70% dos seus investimentos em ações e 30% em fundo imobiliário. “Gosto do mecanismo de dividendos do fundo imobiliário”, diz o atleta, que tem 34 anos e busca a meta de se aposentar aos 50 anos. “Vou fazendo esses aportes e, dependendo de como estará o mercado, se estiver muito bem, vou vender tudo e colocar na renda fixa e vou viver a vida”, projeta.

“Desde que comecei a trabalhar, passei a investir no CDB. Quando me tornei pessoa jurídica, migrei para o VGBL. O investimento é um aliado quando desejo comprar um imóvel, trocar de carro ou driblar imprevistos”, comenta Nadja Haddad, 40, apresentadora do Bake Off Brasil do SBT.

Jonathas Groscove, fundador e CEO da agência de propaganda Groscove e influencer, começou a investir quando tinha apenas 18 anos, construindo a reserva de emergência. “Investimentos com maior liquidez, mas que buscassem maior segurança, justamente para que, caso eu precisasse do dinheiro, conseguisse resgatar a qualquer momento”, conta o empresário de 26 anos. “Vou ‘dançando’ conforme a música que o mercado toca. Hoje com a inflação é possível conseguir rentabilidades consideráveis com investimentos em renda fixa apostando em inflação. Então, existem momentos em que minha carteira estará dividida em renda fixa e em ações e outros momentos (como o atual), que mais de 80% dos meus investimentos são direcionados à renda fixa porque estou apostando na alta da Selic e da inflação”, diz.

A atriz Maria Gal, 45, sempre guardou suas reservas na tradicional caderneta de poupança, mas de 2018 para cá começou a fazer investimentos mais audaciosos e ousados e hoje tem valores alocados em ações, fundos imobiliários, renda fixa e ouro. “Vou remodelando os investimentos. Quando rompe o lugar do medo, da desinformação, é possível buscar rentabilidade melhor, mas ao mesmo tempo pensando em não ter perda”, diz. Sua meta é comprar um imóvel até o fim do ano.

Raul Lemos, ex-participante do MasterChef Brasil e apresentador do Desvendando Cozinhas, uma coprodução da RedeTV!, explica que começou a investir há pouco tempo. “Com as práticas de investimentos mais acessíveis, tomei alguma coragem”, diz o apresentador. “A primeira coisa que fiz foi o CDI do banco”, conta. Agora, com um pouco mais de visão, ele já tem parte dos seus recursos aplicada em multimercados. “Tenho pouca coisa em ativos mais audazes, ainda não tomei coragem de fazer algo mais ousado. Sou superconservador, mas me comprometi que até o fim do ano vou melhorar um pouco a diversificação”, comenta Lemos.

No início dos anos 2000, o empresário Matheus Munford, 39, percebeu a necessidade de fazer um pé-de-meia. À época, escolheu os produtos financeiros de bancos tradicionais para aplicar os seus recursos. “Com maior excedente de capital, apetite e entendimento de como proteger e crescer patrimônio, busquei outros investimentos”, diz.

Nos últimos 10 anos, ele conta que aprendeu a enxergar as teorias de diversificação de investimentos com outro olhar. “Adotei um modelo de alocação de investimentos, expandindo o conceito de diversificação. Isso me força a sempre ter posições que contam com papéis importantes na manutenção e no aumento do meu padrão de vida”, diz. O empresário tem três blocos de investimento: risco pessoal – para se proteger de uma eventual redução dramática do seu padrão de vida; risco de mercado – aumentar o patrimônio mantendo seu padrão de vida; e risco aspiracional – assumir riscos aspiracionais para superar seu padrão de vida.

Clara Sodré, analista de alocação e fundos da XP Investimentos e professora da Xpeed School, começou a investir em Tesouro Selic e FIIs em 2019. “Hoje, 90% da minha alocação está em fundos e pequena parte em Bolsa (além da reserva de emergência). Investir em fundos permite que um gestor especializado escolha os ativos da carteira e facilita a diversificação”, diz. Ela conta que, para definir seus investimentos, primeiro entende qual o prazo em que deseja manter aquele ativo, posteriormente escolhe a classe e o segmento, sempre respeitando o seu perfil.

 

Dicas para quem está começando

Estudar o produto no qual quer colocar os seus recursos e contar com o apoio de um consultor para alocar os seus investimentos. Essa tem sido a estratégia usada pelas celebridades para fazerem seu dinheiro trabalhar por elas. A atriz Maria Gal conta que lê sobre o tema, participa de grupo de amigos investidores que troca informação sobre o tema e conta com o apoio de duas corretoras brasileiras e uma norte-americana. “A dica principal é se organizar, saber quanto ganha e quanto você gasta. Também é importante criar seus objetivos para saber por onde seguir e, claro, criar a sua reserva financeira além de estudar sobre o mercado ou buscar alguém que sabe para te ajudar a alcançar os resultados de que precisa”, ensina Jonathas Groscove, fundador e CEO da agência de propaganda Groscove e influencer.

Ele explica que os seus investimentos são definidos com base nas suas metas e objetivos. “Então, para cada tipo de objetivo há um prazo certo em que posso investir meu dinheiro, seja para trocar de carro ou algo relacionado à minha empresa”, diz Groscove.

O apresentador Raul Lemos afirma que inicialmente pesquisou sozinho, consultou o gerente do banco e hoje segue a recomendação do consultor financeiro. “A dica é se informar bastante, não se desfazer de patrimônio nem nada, estudar e saber quanto que pode fazer e investir para que não seja nada frustrante. Começar a pensar em fazer o dinheiro trabalhar para a gente, independentemente do volume”, finaliza Lemos.

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