Do Vale do Silício para o Vale do Anhangabaú

Prefeitura lança política para apoiar novos negócios da área de tecnologia na cidade

FELIPE RESK, O Estado de S.Paulo

30 de agosto de 2014 | 02h05

A Prefeitura de São Paulo lançou, ontem, uma política de estímulo ao empreendedorismo tecnológico e desenvolvimento de startups, a Tech Sampa. Com o lema "Do Vale do Silício para o Vale do Anhangabaú", a iniciativa foi anunciada durante o fórum "Construindo Startups de Classe Mundial", com a participação de políticos e empresários.

De acordo com o prefeito Fernando Haddad, a Tech Sampa é direcionada para empresas de tecnologia iniciantes que precisam de incentivo governamental para se desenvolver. "Às vezes, uma bela ideia morre por falta de apoio e deixa de produzir os efeitos que a tecnologia pode trazer para o bem-estar da população", disse.

A Tech Sampa é composta por quatro programas - que Haddad chamou de "quatro etapas de evolução".

No primeiro, Valorização de Iniciativas Tecnológicas (Vai Tec), a Prefeitura pretende apoiar financeiramente, com até R$ 25 mil, projetos inovadores, principalmente nas áreas de Tecnologia da Informação e Comunicação.

O financiamento virá da Secretaria Municipal de Desenvolvimento, Trabalho e Empreendedorismo, que pretende lançar um edital para seleção dos projetos até outubro. Segundo o secretário Arthur Henrique, o programa quer atrair principalmente jovens da periferia e estimulá-los a apresentar projetos em áreas como mobilidade urbana e serviços públicos.

A meta é que 100 projetos sejam aprovados para receberem o apoio financeiro até o ano que vem. Cerca de R$ 1,5 milhão do orçamento da pasta já estão disponíveis para investir em projetos do Vai Tec. O restante dependerá da disponibilidade orçamentário no próximo ano. "Podemos ter ideias brilhantes que com algum apoio técnico poderão se tornar grandes empresas", afirmou Henrique.

Etapas. Outra iniciativa é o programa de Fomento e Pré-Aceleração de Startups cujo objetivo é facilitar a transição de ideias em empresas, com apoio financeiro, consultorias e infraestrutura. Nessa etapa, o incentivo seria de R$ 50 mil a R$ 60 mil, segundo a Secretaria Municipal de Finanças e Desenvolvimento Econômico. O investimento previsto pela pasta é de R$ 10 milhões em 18 meses.

O terceiro passo, o Apoio à Aceleração de Startups, prevê bolsas de R$ 200 mil para acelerar o crescimento de empresas já formadas, por meio de captação de recursos e infraestrutura. O programa é em parceria com o Ministério da Ciência, Tecnologia e Informação - a contrapartida da Prefeitura é de R$ 2,8 milhões.

Por fim, viria o Apoio à Capitalização de Startups, voltado para obtenção de capital de risco de instituições públicas ou privadas e aumento da base de investidores anjo. "Nessa quarta etapa, entra o apoio do BNDES, quando a empresa já está madura e pode deslanchar", disse Haddad.

A Prefeitura diz ter firmado um convênio com os governos federal e estadual para reduzir, até o fim de 2015, para cinco dias o período de abertura de empresas de baixo risco na cidade de São Paulo. "Hoje, são mais de cem dias", afirmou Haddad. /COLABOROU LIGIA AGUILHAR

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.