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Do vinho à castanha, importados encarecem a ceia de Natal

Com a valorização de cerca de 40% do dólar em 2008, jantar natalino promete pesar no bolso do consumidor

Bianca Pinto Lima, do estadao.com.br,

06 de dezembro de 2008 | 10h00

Faltando menos de vinte dias para o Natal, os produtos importados sofrem reajustes diários devido às seguidas altas do dólar. Do panetone ao damasco, passando pelos vinhos e espumantes, todos os produtos vindos do exterior tiveram seus preços elevados. Com a valorização de cerca de 40% da moeda norte-americana em 2008, a ceia deste ano promete pesar no bolso do consumidor.   Veja também: Entenda a disparada do dólar e seus efeitos   Para atrair clientes e aumentar as vendas, a importadora Expand decidiu comercializar seus vinhos e espumantes com a cotação do dólar congelada a R$ 1,60. Segundo o gerente de marketing da rede, Rodrigo Lanari, as importações de final de ano foram antecipadas e a loja pôde estocar os produtos com o dólar no valor antigo. Nesta sexta, a moeda fechou cotada a R$ 2,474. "Anunciamos na mídia e as vendas superaram as expectativas", diz Lanari. A promoção teve início na segunda quinzena de novembro e é válida até 31 de dezembro.   Já a Casa Santa Luzia, tradicional empório de São Paulo, teve de repassar o aumento dos custos aos consumidores. Segundo Jorge da Conceição Lopes, diretor comercial da loja, os itens importados sofreram aumentos entre 20% e 30% em relação ao Natal anterior. "Só aumentamos o preço quando recebemos uma remessa nova. Aí vemos o estoque que temos e fazemos um preço médio. Por isso que não é proporcional ao aumento do dólar."   Itens produzidos em épocas específicas do ano, porém, tiveram seus valores reajustados acima de 30%. A castanha portuguesa sem casca é um exemplo. A embalagem com 500 gramas saía R$ 18,20 na última sexta-feira - sendo que o preço usual gira em torno de R$ 12. O figo e o damasco turcos também estão sujeitos à sazonalidade e, portanto, são mais vulneráveis às oscilações da moeda norte-americana. O quilo das frutas secas era vendido, respectivamente, por R$ 38,10 e R$ 23,80. Lopes faz questão de ressaltar que os preços sofrem alterações diárias e não há como garantir esses valores em datas futuras.   Para quem não quiser gastar muito com as frutas secas, Lopes recomenda substituí-las pelas frescas nacionais, que podem ser até 60% mais baratas. "O Natal na Europa é no inverno, aqui é no verão, então as frutas frescas estão sendo muito bem-aceitas. Os clientes estão mudando seus conceitos." A diferença de preço entre os panetones nacionais e importados também chama a atenção. Enquanto o da marca italiana Balocco, em lata decorada (750 gramas), sai por R$ 60, o da Santa Luzia (500 gramas) pode ser adquirido por meros R$ 13.

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