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Dobram os encargos do setor elétrico

O Instituto Acende Brasil criticou ontem a política operacional do setor elétrico, que tem provocado aumentos sucessivos no Encargo de Serviço do Sistema (ESS) - taxa arrecadada para investimentos na confiabilidade e na estabilidade do Sistema Interligado Nacional (SIN).

Alessandra Saraiva, O Estado de S.Paulo

16 de dezembro de 2010 | 00h00

Segundo dados do instituto, que funciona como um centro de estudos do setor elétrico, até outubro, o total do ESS somou R$ 1,2 bilhão no acumulado do ano, o dobro do encargo de todo o ano em 2009.

Na prática, os aumentos nos custos acabam sendo cobrados na conta de luz do brasileiro, por meio da carga tributária. A estimativa é que a receita total de contas de luz no País some em torno de R$ 120 bilhões ao ano, ou seja: o ESS até outubro já representa 1% do montante médio anual pago pelos consumidores em suas contas de luz. "Temos estimativas que em torno de 47% do total da conta de luz do consumidor é encargo tributário", afirmou o presidente do instituto, Claudio Sales.

Ontem, o instituto divulgou a 8ª edição do Programa Energia Transparente, que monitora cenários de oferta e de riscos de racionamento. Ao apresentar os dados, o consultor do instituto Mário Veiga observou ainda que, no início de dezembro deste ano, o nível de armazenamento total do SIN, foi de 40%, o segundo pior dos últimos dois anos.

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