Doha não deve fracassar para bem dos emergentes, diz UE

O jornal inglês The Guardian publicou um artigo do porta-voz do comissário de Comércio da União Européia, Peter Power, em que ele diz que é falacioso o argumento de que a Rodada de Doha deve fracassar, para o bem dos países pobres.Power argumenta que a União Européia e outras economias desenvolvidas não estão pedindo que os mais pobres dos países em desenvolvimento abram seus mercados."O pedido da UE de acessos a novos mercados de bens industriais é limitado a grandes economias emergentes, como o Brasil, que já estão bem avançados no caminho da industrialização. Os cortes pedidos também são bem menores do que os exigidos dos países industrializados", escreve o porta-voz.Ele também defendeu que o livre mercado pode atrapalhar a industrialização de países mais pobres e mais uma vez aproveitou para passar um recado para países em desenvolvimento como o Brasil."Na última década, economias em desenvolvimento como Brasil, Índia e China vêm cortando as suas tarifas unilateralmente sem esperar por qualquer quid pro quo em negociações multilaterais porque sabem que isso faz sentido do ponto de vista econômico."Power argumentou ainda que o fracasso de Doha desperdiçaria a maior chance de uma reforma da política agrícola européia e estimularia uma corrida pelos acordos bilaterais, o que só prejudicaria, segundo ele, os países pobres.Luz no fim do túnelO Wall Street Journal Europe disse que o período negro para os mercados emergentes pode estar chegando ao fim. O diário especializado em economia destaca que nas últimas seis semanas investidores recuperaram US$ 15,9 bilhões de fundos de mercados emergentes.O último sinal da melhora estaria na recuperação dos mercados no México após as eleições, mesmo com o resultado indefinido.

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