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Doha reduzirá disparidades no comércio mundial, diz ONU

Secretário da ONU quer 0,7% do PIB de países ricos para ajudar desenvolvimento

Agencia Estado

02 de julho de 2007 | 19h12

O secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, pediu nesta segunda-feira, 2, aos países ricos que cumpram sua promessa deaumentar a ajuda pública ao desenvolvimento, enquanto reivindicou aconclusão das negociações da Rodada de Doha para reduzir asdisparidades do comércio mundial."O mundo precisa desesperadamente de que as negociaçõescomerciais de Doha sejam concluídas. Os obstáculos ao comércio, ossubsídios agrícolas e as regras muito exigentes sobre direitos depropriedade intelectual aumentam as desigualdades no mundo", afirmou Ban na abertura da reunião anual do Conselho Econômico e Social (Ecosoc) da ONU em Genebra.As negociações da Rodada de Doha, realizadas na Organização Mundial do Comércio, atravessam um momento crítico após vários meses de paralisia.Em seu discurso, Ban foi mais longe e afirmou que atuar de outromodo "esvazia de sentido nossas grandes declarações sobre aeliminação da fome e da pobreza" e que "chegou a hora de transformar as promessas em avanços reais".Ban disse que as declarações de boas intenções da comunidadeinternacional em favor dos países mais pobres só "ficarão no papelse não houver um financiamento adequado".Por isso, pediu às nações desenvolvidas que cumpram o objetivo dedestinar 0,7% de seu Produto Interno Bruto (PIB) à ajuda pública aodesenvolvimento e estabeleçam um calendário concreto para o aumentodestas contribuições, de modo que "cumpram os compromissos queassumiram para 2010 e 2015".Em seu discurso na primeira sessão do Ecosoc, realizada em trêsdias com a presença de autoridades de vários países e líderes daeconomia internacional, Ban fez um balanço do cumprimento dosObjetivos de Desenvolvimento do Milênio, no meio do caminho do prazo de 15 anos fixado pela comunidade internacional em 2000.O secretário-geral lamentou que os progressos relacionados aosObjetivos do Milênio tenham sido lentos em alguns dos países maispobres, particularmente na África Subsaariana, mas expressouesperança ao afirmar que a avaliação realizada indica que "ainda épossível cumpri-los na maioria de países".No entanto, ressaltou que, para atingir estes objetivos, "serequer uma intervenção enérgica das autoridades e uma condutasaudável nos assuntos públicos".Durante a reunião do Ecosoc, países voluntários - comoBangladesh, Barbados, Camboja, Cabo Verde e Etiópia - apresentarãosuas experiências na implementação de estratégias nacionaisdestinadas a cumprir as metas.O mais importante dos objetivos é reduzir pela metade a proporçãode pessoas vivendo na pobreza extrema até 2015, em relação aos dados de 1990.Trata-se das pessoas que vivem com menos que o equivalente a US$1 por dia, um objetivo no qual se avançou, já que, dos 1,25 bilhãode indivíduos vivendo na pobreza extrema no início da década de 90,calcula-se que agora são 980 milhões, apesar do crescimentoDemográfico.As previsões indicam que se esta tendência for mantida se poderáalcançar este objetivo específico no prazo, embora a ONU alerte queo progresso é muito desequilibrado entre as regiões.

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