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Doha só será retomada com "mudança efetiva de atitude"

A Rodada de Doha será destravada apenas se houver "mudança efetiva de atitude" e alteração das propostas por parte dos países desenvolvidos. O cenário foi traçado neste sábado pela Oxfam, organização internacional pelo comércio mundial justo, que vem acompanhando de perto as negociações da Rodada de Doha.A entidade defendeu os entendimentos multilaterais e formulou duras críticas à política da União Européia e dos Estados Unidos de buscar acordos isolados com países ou regiões específicas."A UE deve parar de tentar usar Acordos de Parceria Econômica (APE) como uma ferramenta para promover a liberalização acelerada e indiscriminada com o grupo de países da Ásia, Caribe e Pacífico (ACP), e os Estados Unidos devem parar de propor acordos de livre comércio agressivamente, particularmente com a Ásia e a América Latina", registra nota divulgada durante a Reunião de Alto Nível do G20, no Rio.A organização também assina uma declaração encaminhada aos ministros do grupo, formulada em conjunto com a Rede Brasileira Pela Integração dos Povos (Rebrip) e ActionAid, dentre outras entidades. Este documento critica a "intransigência dos países desenvolvidos, notadamente os Estados Unidos e a União Européia, em fazer as concessões substanciais para eliminar as atuais disparidades do sistema mundial de comércio".O texto afirma que a formação do G20 ajuda a "redesenhar as relações de poder dentro da OMC (Organização Mundial do Comércio)" e aponta que "graves injustiças e distorções" continuam a existir, em conseqüência do fracasso do acordo. Nesse sentido, as entidades defendem uma série de medidas e destacam que o grupo de países emergentes com produção agrícola preponderante deve colocar no centro das discussões o que as organizações chamam de "agricultores e agricultoras excluídos". Também conclamam o G20 a aprofundar os entendimentos com outros países em desenvolvimento, que participam dos demais grupos na rodada de negociações.De forma geral, o documento também afirma que o dumping deve ser eliminado e afirma que as demandas dos Estados Unidos e da União Européia em serviços e acesso a mercados de produtos não agrícolas (denominados Nama no jargão das negociações) "são inaceitáveis". As entidades também abordam a estratégia dos países mais ricos de buscar acordos regionais e bilaterais de comércio. "Reafirmamos que essa modalidade de acordos envolvendo uma profunda assimetria entre seus potenciais membros tend

Agencia Estado,

09 de setembro de 2006 | 13h41

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