Dois presos por sonegação na Cisco pedem liberdade ao STF

Presos na Operação Persona são acusados de participar de esquema que teria causado prejuízo de R$ 1,5 bi

Paulo R. Zulino, do estadao.com.br,

10 de dezembro de 2007 | 10h52

Os empresários Cid Guardia Filho e Ernani Bertino Maciel, presos sob acusação de sonegação de impostos na importação de produtos da multinacional Cisco, entraram com pedido de habeas-corpus no Supremo Tribunal Federal (STF). Eles foram presos na Operação Persona, desencadeada em outubro pela Polícia Federal. O esquema teria causado um prejuízo de R$ 1,5 bilhão aos cofres públicos. Guardia Filho está detido no Presídio Advogado Ariston Cardoso, em Ilhéus, na Bahia; e Maciel no prédio da Superintendência da PF em São Paulo. A defesa de ambos alega que eles estarão submetidos a "constrangimento ilegal" caso continuem presos. No entanto, a prisão deles foi mantida por um juiz da 4ª Vara da Justiça Federal em São Paulo, alegando que, soltos, eles poderiam voltar a praticar ações idênticas àquelas que são acusados, em prejuízo à ordem econômica. Mesmo assim, a defesa sustenta que os alegados indícios de riscos à ordem econômica referem-se à empresa MUDE, que não está relacionada aos acusados. Segundo ela, esse fato, além da proibição de realizar importações, serem primários e terem residência fixa já bastariam para determinar o relaxamento da ordem de prisão. Guardia foi preso temporariamente no dia 16 de outubro, teve sua prisão prorrogada e, posteriormente, decretada prisão preventiva. Maciel não estava no País quando a Operação Persona foi deflagrada. A defesa afirma, ainda, que o empresário se entregou espontaneamente e, após interrogatório, teve a prisão revogada. Posteriormente, no entanto, sua prisão preventiva foi decretada.

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