Dois VPs deixam Walmart numa só tacada no País

Dois vice-presidentes do Walmart deixaram a rede varejista na última quinta-feira, 19. Segundo informações da empresa, Marcelo Vienna, vice-presidente comercial, e Willie Wagner, vice-presidente de integração, pediram demissão "para se dedicarem a projetos pessoais". Coincidência ou não, os dois foram promovidos juntos à vice-presidência executiva em 6 de janeiro do 2009 e agora saem juntos para praticar o empreendedorismo. Segundo fonte do setor, o motivo da saída dos executivos se deveria ao desempenho abaixo das expectativas da subsidiária brasileira da maior cadeia de supermercados do mundo. "Tanto é que os executivos correm o risco de ficar novamente sem o bônus este ano", diz a fonte. "A menos, é claro, que a rede apresente um desempenho muito acima do orçamento até o final de 2010."

Clayton Netz, clayton.netz@grupoestado.com.br, O Estado de S.Paulo

24 de agosto de 2010 | 00h00

Antes da promoção, Wagner cuidava da parte administrativa do Walmart. Promovido, passou a responder pela divisão de atacado e pelos negócios do Maxxi, atacarejo da rede, e do clube de compras Sam"s Club. Antes de deixar a empresa, após 12 anos de casa, Wagner respondia pela vice-presidência de integração. "O Wagner realmente estava sem função na empresa", diz a fonte. "Executivo caro, expatriado, cuidava apenas da integração." Até janeiro de 2009, Vienna era o encarregado da divisão de atacado do grupo, onde foi substituído por Wagner, passando a ocupara a vice-presidência comercial, que inclui as áreas de marketing e de abastecimento. "O Vienna é um executivo qualificado, mas estava sob muita pressão", diz a fonte.

No ano passado, a Walmart registrou um faturamento bruto de R$ 19,7 bilhões, um resultado 16% acima de 2008, quando faturou R$ 17 bilhões. Terceira maior companhia de varejo do País, suplantada apenas pelo Carrefour e pelo Pão de Açúcar, a empresa já definiu os substitutos dos dois executivos. Para a área comercial, está assumindo esta semana José Rafael Vasquez, que cuidava da área de mercearia e se reportava a Vienna. O lugar de Wagner será assumido por Romildo Barros, que vai acumular a atual função, na área de tecnologia, com a de Integração.

Os rumores sobre a possibilidade de mudanças no comando do Walmart já vinham ocorrendo há algumas semanas. Em certo momento, chegaram a incluir no rol dos que sairiam do grupo o próprio presidente da subsidiária brasileira, o cubano Hector Núñez- circulava a informação de que a empresa havia entregue a tarefa de encontrar um substituto para ele a uma firma de head hunting de São Paulo. Procurado pela coluna, Núñez não foi encontrado, segundo a assessoria de comunicação da rede varejista.

CARGA TRIBUTÁRIA

MBC quer criar um Copom

Fiscal para reduzir impostos

O economista Paulo Rabello de Castro, um dos líderes do Movimento Brasil Competitivo, vai propor aos candidatos à presidência da República a criação de uma espécie de Copom Fiscal em encontro programado para o dia 2 de setembro na sede da Fecomércio, em São Paulo. A proposta faz parte de um elenco de medidas que o MBC pretende apresentar aos presidenciáveis Dilma Rousseff, José Serra e Marina Silva visando a redução da carga tributária no País. "Nossa proposta é estabelecer um cronograma de redução de 1% ao ano da carga tributária durante uma década e esse órgão faria o acompanhamento", diz Rabello de Castro.

CARGA TRIBUTÁRIA 2

Ausência de quórum

Entre as iniciativas sugeridas pelo MBC figuram ainda a transparência na incidência de impostos, com o cálculo do tributo devido na hora da compra no varejo, e a criação de uma Secretaria Nacional de Defesa Pública, encarregada de fiscalizar e controlar os gastos correntes da União. "Com mais eficiência tributária, acreditamos que a taxa de investimentos possa chegar a 25% do PIB em dez anos", diz Rabello de Castro. O único problema à frente do MCB para fazer chegar suas sugestões é a possibilidade de ausência de quórum no encontro do dia 2. A uma semana do evento, apenas a candidata verde havia confirmado presença.

INDÚSTRIA

TS Shara investe em design para crescer 50%

A paulista TS Shara, fabricante de produtos de proteção de energia, como estabilizadores e nobreaks, adotou duas estratégias para crescer 50% este ano. A primeira se refere ao lançamento de 150 novos produtos, que consumiu investimentos em design da ordem de R$ 2 milhões. Na área de logística, ampliou de 3 para 50 o número de transportadoras terceirizadas que distribuem os seus produtos pelo País. "Com isso, reduzimos pela metade o prazo de entrega e em 40% os custos com frete", diz Pedro Sakher Al Shara, presidente da empresa. Com as novas estratégias e o aquecimento nas vendas de computadores, que, segundo ele, impulsionam 85% das vendas da TS Shara, a expectativa de empresa é fechar 2010 com um faturamento de R$ 90 milhões contra os R$ 60 milhões de 2009.

QUALIDADE

Palmito também vai ganhar selo especial

Na esteira das torrefadoras de café e dos envasadores de feijão, os produtores brasileiros de palmito querem criar o seu selo de qualidade. De acordo com o projeto Palmito Seguro, o selo será impresso nas embalagens de palmito até o final de 2010. Além de garantir a procedência, a ideia combater a venda ilegal, que pode chegar até 80% das vendas, como acontece com a espécie juçara. do palmito da espécie juçara. Segundo o empresário Khalil Yepes, do Projeto Palmito Seguro, a iniciativa já conta com a simpatia de redes como Carrefour, Roldão e Floriani, entre outras.

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