Dólar a R$ 3 é o ideal, diz Sobeet

A taxa de câmbio ideal é aquela que atenda às necessidades das contas externas e não pressione nem a inflação e nem a dívida pública. No atual cenário brasileiro, um dólar cotado a R$ 3 parece ser o ideal para atender os dois aspectos da economia, segundo o professor o presidente da Sociedade Brasileira das Empresas Transnacionais e da Globalização Econômica (Sobeet), Antonio Corrêa de Lacerda.Segundo ele, se a prioridade absoluta fosse reduzir a inflação e abater a dívida pública externa (US$ 120 bilhões) e interna, representada sobretudo por papéis cambiais (R$ 286 bilhões do total da dívida pública), o melhor seria que a cotação do real fosse o mais próxima possível da moeda norte-americana. No entanto, como o principal problema é a vulnerabilidade externa, ele diz que predomina a necessidade de o País atrair mais capital estrangeiro. "Por isso, o câmbio mais favorável para estimular as exportações, substituir importações e atrair centros de tecnologia para o País, sem pressionar a inflação e a dívida pública é R$ 3,00", diz o professor. Uma variação de até 10% para cima ou para baixa ainda está dentro do ideal, segundo ele.Lacerda defende intervenção do Banco Central no câmbio para evitar uma queda muito acentuada do dólar, mas admite que esse mecanismo tem limites, definido pelas reservas ? cerca de US$ 40 bilhões brutas ou US$ 15 bilhões líquidas. A construção de reservas sólidas, segundo o professor, depende das exportações e da atração de recursos de longo prazo desatreladas dos juros, como o Investimentos Direto Estrangeiro. Para este ano, a Sobeet projeta um IDE de US$ 12 bilhões. Para a taxa Selic, a projeção é de 20% no fim do ano, e para o câmbio, de R$ 3,60 no encerramento de 2003.

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