Dólar à vista chega próximo de R$ 2,09 e BC anuncia leilões

Cenário:

NALU FERNANDES, O Estado de S.Paulo

15 de dezembro de 2012 | 02h06

O dólar voltou a subir ontem e fechou em R$ 2,0880 no balcão, com alta de 0,29% e próximo do patamar máximo de R$ 2,09 alcançado ao longo da sessão. Ao que parece, o avanço da moeda dos EUA foi o gatilho para que o Banco Central voltasse à carga. Com o mercado à vista já fechado e enquanto o dólar futuro para janeiro subia 0,10%, a instituição anunciou leilões de venda da moeda dos EUA conjugados com recompra para a próxima segunda-feira, totalizando até US$ 1,5 bilhão. Como este tipo de operação visa a equilibrar a liquidez do mercado em determinados momentos, a autoridade monetária deve ter percebido um fluxo negativo de recursos em virtude das remessas de fim de ano. Em reação, o dólar para janeiro passou a cair e fechou em baixa 0,05%, a US$ 2,0885. Ao longo do dia, os temores em relação ao abismo fiscal dos EUA contribuíram para a alta do dólar ante o real no mercado à vista.

A Bovespa, por sua vez, ficou descolada da volatilidade externa e subiu na sexta-feira, garantindo a segunda semana consecutiva de ganhos. O impulso para o Ibovespa veio das duas gigantes do índice: Vale e Petrobrás. No caso da mineradora,as ações ON e PNA subíram, respectivamente, 3,99% e 3,17%. Números positivos do setor industrial norte-americano e, principalmente, chinês alimentaram a alta do minério de ferro e, consequentemente, dos papéis da companhia. Já a estatal do petróleo teve seus ganhos sustentados pela alta da commodity no exterior, sendo que o vencimento de opções sobre ações, na próxima segunda-feira, foi determinante para colocar os investidores na ponta compradora. O papel ON da Petrobrás subiu 3,95% e o PN, 3,27%. Neste ambiente, a Bolsa brasileira subiu 0,49%, aos 59.604,92 pontos, acumulando avanço de 1,91% nos últimos cinco pregões.

No âmbito internacional, porém, os indicadores positivos das duas maiores economias do mundo foram insuficientes para garantir que os índices de ações de Nova York operassem no azul. A leitura é de que a cautela em torno das negociações sobre o abismo fiscal dos EUA continua se sobrepondo à melhora da atividade. O Dow Jones terminou com baixa de 0,27% e o S&P 500 recuou 0,41%.

Na renda fixa, as taxas futuras de juros subiram ontem. Os investidores reagiram aos dados positivos vindos do exterior e ao avanço de 0,36% do Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) em outubro, ante o mês anterior, depois da queda de 0,52% registrada em setembro ante agosto, na série com ajuste sazonal.

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