Dólar à vista fecha em leve alta, em meio a feriado e ata do Fed

Investidores mostraram pouca disposição à compra de dólares e Banco Central não fez seus habituais leilões

Silvana Rocha, Agência Estado

09 de julho de 2014 | 17h34

O mercado interbancário de câmbio encerrou os negócios nesta quarta-feira, 9, com o dólar à vista em alta de 0,14%, cotado a R$ 2,2170 no balcão. Durante a sessão, as cotações da moeda oscilaram da mínima, a R$ 2,2110 (-0,14%) à máxima de R$ 2,2180 (+0,18%) - valor equivalente ao preço de abertura, que estava em linha com a valorização do dólar frente às principais moedas no exterior no começo da manhã.

Sem o funcionamento da praça paulista hoje, devido ao feriado pela Revolução Constitucionalista de 1932 no Estado de São Paulo, e diante da espera em âmbito global pela ata da última reunião do Federal Reserve, divulgada às 15 horas, os investidores mostraram pouca disposição à compra de dólares.

Não houve negócios na Bolsa paulista hoje nem nos mercados de derivativos de câmbio e de juros. O Banco Central inclusive não fez os habituais leilões de contratos de swap cambial e para a continuação da rolagem do vencimento de swap de agosto, que devem ser retomados amanhã. Os contratos de swap cambial são um derivativo do mercado de juros.

Nos Estados Unidos, a ata da última reunião do Federal Reserve apontou que os dirigentes do Federal Reserve enxergam o fim das compras mensais de ativos em outubro. As reduções mensais no programa de compras têm sido de US$ 10 bilhões desde janeiro. Caso se confirme a perspectiva de reduções de igual tamanho nas próximas reuniões, pelo novo plano, em outubro o Fed encerrará o programa com o cancelamento de compras de US$ 15 bilhões em Treasuries.

Além disso, os membros da autoridade monetária norte-americana discutiram a eventual normalização da política monetária, incluindo o fim dos reinvestimentos da carteira e o início do aumento de juros. Segundo a ata, "os participantes concordaram que ajustes na taxa de juros sobre reservas em excesso deveria desempenhar um papel central durante o processo de normalização". Instrumentos tradicionais, como mudanças na taxa dos Fed Funds, desempenhariam um papel secundário no processo de elevação do custo do crédito, avaliaram. "Muitos participantes concordaram que o melhor seria encerrar os reinvestimentos no momento do início da elevação das taxas de juro ou depois, com a maioria desses participantes preferindo encerrá-los depois", diz a ata.

Em Nova York, os mercados reagiram com volatilidade ao documento do BC norte-americano. O dólar inicialmente se fortaleceu e foi às máximas da sessão, assim como os juros dos Treasuries, mas os ganhos foram revertidos com a visão de que a ata mostrou um equilíbrio entre "hawks" e "doves". As bolsas de Nova York acentuaram a alta pelo mesmo motivo. Ou seja, os dirigentes do banco central reconheceram a melhora na economia americana, mas, ao mesmo tempo, mostraram preocupação com a inflação baixa. A expectativa é que os agentes financeiros no Brasil reajam ao documento na reabertura dos mercados amanhã.

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