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Dólar à vista salta 6,47% em março e supera R$ 1,82

Cenário:

SILVANA ROCHA , O Estado de S.Paulo

31 de março de 2012 | 03h07

Neste mês em que o governo reforçou o arsenal de medidas para evitar a valorização do real - com a ampliação do prazo de cobrança do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) de 6% sobre empréstimos externos para até 5 anos, um novo corte de 0,75 ponto porcentual da taxa básica de juro, a Selic, a 9,75% ao ano, e os leilões de compra do Banco Central (BC) -, o dólar à vista subiu mais de 6%, reposicionando-se acima de R$ 1,82. A tensão externa derivada dos sinais de desaceleração da economia mundial, sobretudo da China, Estados Unidos e zona do euro, deu suporte extra à apreciação da moeda norte-americana com queda simultânea dos preços de commodities e da Bovespa.

No balcão, o dólar teve leve alta de 0,05% ontem, a R$ 1,8270. Com o resultado, a moeda encerra março com ganho de 6,47% no balcão e fecha o primeiro trimestre do ano com queda de 2,25%. No mercado futuro, como houve antecipação de rolagens de contratos nos dias anteriores, a disputa em torno da formação da taxa Ptax, o dólar oficial do Banco Central, sustentou a volatilidade de preço até o início da tarde desta sexta-feira. O dólar para abril de 2012, que será liquidado na segunda-feira com base na Ptax de ontem, projetou taxa de R$ 1,8220, com queda de 0,08%. A Ptax desta sexta-feira ficou em R$ 1,8221, com recuo de 0,62%, e servirá de base para o fechamento dos balanços trimestrais das empresas. A perspectiva no mercado para o curto prazo é de que a moeda norte-americana poderá se valorizar discretamente, com espaço de baixa permanecendo limitado pela dúvida sobre adoção de novas medidas cambiais, além da realização dos leilões de compra do BC.

Na Bolsa de Valores, o Ibovespa foi na contramão do mercado externo no último pregão do mês, amargando o quarto dia seguido de queda, ao recuar 0,56%, aos 64.510,97. Em março, o índice doméstico perdeu 1,98%, o mesmo porcentual de queda verificado na semana. No trimestre, porém, apesar das incertezas externas, o ganho acumulado da Bolsa é de 13,67%. Este resultado representa a maior alta para um primeiro trimestre desde 1999.

No mercado de juros, as taxas curtas cederam levemente ontem, enquanto vértices intermediários e longos se dividiram entre estabilidade e leve alta. O movimento é atribuído à combinação do ambiente externo um pouco melhor nesta sexta-feira com ajustes de final de trimestre, com alguns fundos puxando as taxas para o acerto mensal.

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