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Dólar à vista sobe a R$ 1,854, maior valor desde 2 de janeiro

Cenário:

SILVANA ROCHA , O Estado de S.Paulo

18 de abril de 2012 | 03h08

Odólar à vista fechou ontem em alta de 0,71%, cotado a R$ 1,8540 no balcão - maior valor desde 2 de janeiro deste ano, quando a moeda marcou R$ 1,870. O movimento foi influenciado pela expectativa de um corte adicional da taxa básica de juros (Selic) em maio, após a redução de 0,75 ponto porcentual esperada para hoje, que pode levar a taxa a 9,00% ao ano se for confirmada essa baixa. Além disso, um certo sentimento negativo sobre o ambiente externo sustentou a especulação e a demanda pela moeda norte-americana. No Brasil, a avaliação é de que o espaço para a queda do dólar é limitado devido ao interesse do governo na desvalorização do real, para estimular a competitividade do produto brasileiro lá fora.

A sessão de ontem foi a terceira seguida em que o dólar valorizou-se, em meio a um volume forte de negócios. E pela quarta vez consecutiva o Banco Central fez no mesmo dia dois leilões de compra de dólares no mercado à vista, ajudando a impulsionar a divisa ante o real. Com isso, o dólar no balcão acumula valorização de 1,48% em abril e, no ano, a perda apurada foi reduzida a 0,80%.

Nos leilões de ontem, o Banco Central voltou a definir taxas de corte para as propostas de compra acima do preço à vista da moeda, favorecendo a escalada verificada até o fim do dia. No primeiro leilão, o BC comprou moeda à taxa de R$ 1,8448 e, no segundo, a R$ 1,8520.

Na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), o bom humor externo ditou o ritmo dos negócios e colaborou para o Ibovespa operar no azul durante toda a sessão, acompanhando a performance do mercado de ações no exterior.

O Ibovespa encerrou com alta de 1,20%, aos 62.698,87 pontos. Com o resultado, a Bolsa acumulou ganho de 0,96% em dois dias. Desse modo, a queda em abril foi reduzida para 2,81% e, no ano, o ganho foi ampliado para 10,47%.

Da Europa, as boas notícias foram a grande demanda por títulos da Espanha, em leilão realizado pelo país, e a alta do índice de expectativas alemão. Nos EUA, os resultados positivos de alguns balanços de empresas animaram os investidores.

Na renda fixa, as taxas curtas e intermediárias dos contratos futuros de juros recuaram, com os investidores ampliando as apostas de que, na reunião de maio, o Comitê de Política Monetária (Copom) pode baixar novamente a Selic. No encontro que termina hoje, porém, o mercado segue convicto de que o Copom reduzirá a Selic de 9,75% para 9,00% ao ano.

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