Dólar abre em alta em dia de decisão de juro nos Estados Unidos

O dólar comercial iniciou o dia em alta, cotado a R$ 3,1120 na ponta de venda dos negócios. Às 10h29 a moeda norte-americana está no patamar de R$ 3,1180, em alta de 0,32% em relação às últimas operações de ontem. Até este horário, o dólar oscilou entre a máxima de R$ 3,1200 e a mínima de R$ 3,1100.Hoje o banco central norte-americano (Fed) decide a taxa básica de juros do país, atualmente em 1% ao ano. A maioria dos analistas espera uma elevação de 0,25 ponto porcentual. A decisão será conhecida às 15h15. De qualquer forma, não se descarta uma postura mais agressiva por parte do Fed, com uma elevação mais ampla da taxa de juros, já que os últimos números mostraram uma recuperação mais intensa da economia dos EUA. A decisão é muito relevante para as economias de todo o mundo. Juros mais altos nos EUA tendem a reduzir a atividade econômica em todos os país. Isso acontece porque os Estados Unidos são grandes importadores e uma freada na economia norte-americana significa que o mesmo ocorrerá em países que exportam mercadoria para lá. Além disso, países e empresas privadas que precisam captar recursos no exterior terão que pagar juros mais altos na colocação de seus papéis.Por outro lado, esta elevação de juros que deve ocorrer nos Estados Unidos é positiva, pois vem de um aquecimento da economia norte-americana. Ou seja, os sinais de aquecimento da economia norte-americana já influenciaram positivamente economias de todo o mundo.Cenário internoHoje também é dia de formação da ptax, uma cotação média da taxa de câmbio que será usada na liquidação dos vencimentos de contratos futuros de câmbio e da dívida pública cambial. No dia de formação desta taxa, o mercado cambial costuma mostrar uma oscilação maior, dado que os investidores operam tentando influenciar a formação desta taxa.A agenda do dia segue com a divulgação do relatório de inflação, o qual não trouxe muitas novidades, segundo as primeiras análises. À tarde, o destaque é a reunião do Conselho Monetário Internacional (CMN). Embora os comentários nas mesas insistam no contrário, membros da equipe econômica têm reiterado, constantemente, que não haverá alterações na meta de inflação para 2005. Na pauta do encontro está a definição da meta para 2006 e da TJLP do próximo trimestre.

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