Dólar abre em alta; Na Europa, bolsas operam em baixa

Os negócios devem continuar instáveis, à espera de mais dados sobre a economia dos EUA

Agência Estado,

23 de janeiro de 2008 | 09h50

Depois de um dia de reações positivas com a decisão do banco central dos Estados Unidos (Fed) de reduzir de forma surpreendente o juro no país, os mercados voltam a reagir com desconfiança em relação ao futuro da economia norte-americana. Os investidores gostaram da decisão do Fed, mas querem mais. Um novo corte de juro pode sair no final deste mês. Além disso, espera-se o detalhamento do pacote de ajuda nos EUA e a aprovação do Congresso. No Brasil, o dólar comercial abriu em alta de 1,17% nesta quarta-feira, cotado a R$ 1,8130, na Bolsa de Mercadoras & Futuros (BM&F). No mercado entre investidores (balcão), a moeda norte-americana é negociada a R$ 1,8100, em alta de 1%. Os negócios devem continuar instáveis, à espera de mais dados sobre a economia dos EUA.    Veja também: Em meio a incertezas, Copom decide juro Fed reduz juro e alivia mercados Com corte de juros dos EUA, bolsas asiáticas fecham em alta Especialistas recomendam cautela com ações Entenda a crise nos Estados Unidos  Celso Ming comenta a crise no mercado financeiro  Na Ásia, as bolsas fecharam em alta, ainda em reação á decisão de corte de juro nos Estados Unidos. Na Europa, o Banco Central Europeu (BCE) frustrou as apostas de um corte de juros, seguindo a decisão do Fed. As bolsas abriram em alta, mas mudaram de posição logo após a abertura. Às 9h30, Londres caía 1,83%. Em Frankfurt, a bolsa recua 3,17%, e Paris cede 2,46%.  Em discurso, o presidente do BCE, Jean-Claude Trichet, não deu nenhum sinal de afrouxamento da política monetária. Ele afirmou que os bancos centrais devem ancorar as expectativas de inflação em "tempos difíceis" para evitar encorajar a volatilidade dos mercados. Nos Estados Unidos, os índices futuros do mercado acionário recuavam durante a manhã. Nesta quarta, devem repercutir na abertura os resultados da Apple, divulgados na noite de terça, depois do fechamento dos negócios. Como os números vieram abaixo do esperado, as perspectivas não são boas. No mercado pós-fechamento (after hours), as ações da empresa chegaram a cair 10%. Os investidores também vão repercutir os resultados da Motorola, que serão anunciados antes da abertura dos negócios. A expectativa é de um lucro de US$ 0,13 por ação. Decisão do Fed A decisão do Fed de reduzir o juro básico do país - de 4,25% ao ano para 3,5% ao ano -, promovida na terça-feira, animou os investidores, mas não afastou definitivamente o risco de recessão nos Estados Unidos. O presidente do país, George W. Bush, anunciou na semana passada um pacote de ajuda fiscal no valor de US$ 150 bilhões e já sinalizou com aumento dos recursos. Enquanto aguardam a aprovação do pacote no Congresso americano, os investidores pedem mais: no final do mês, o juro americano pode cair novamente. Todas as atenções continuam voltadas para os sinais que a economia dos Estados Unidos dará nos próximos dias. Números do mercado de trabalho e do varejo devem mostrar o ritmo da atividade econômica do país. A cada dado divulgado, os investidores vão reagir. No Brasil, os investidores aguardam nesta quarta a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom), que deverá manter a taxa básica de juros (Selic) em 11,25% ao ano. Além disso, foi divulgado o Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S), da Fundação Getúlio Vargas, em 0,98% - dentro das expectativas (entre 0,80% e 1,01%). Ontem, a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) subiu 4,45%, mas ainda acumula queda de 12,19% no ano. O dólar comercial fechou no patamar mínimo do dia, em R$ 1,7920 e sobe 0,96% no mês de janeiro.

Tudo o que sabemos sobre:
Mercado financeiro

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.