José Patrício/ Estadão
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Bolsa fica no zero a zero e dólar sobe em dia de petróleo vendido abaixo de zero

Com derretimento dos preços do petróleo no cenário internacional, o dólar fechou a R$ 5,30 e Bolsa teve ligeira queda de 0,02%

Renato Jakitas, Iander Porcella e Eduardo Gayer, O Estado de S.Paulo

20 de abril de 2020 | 09h17
Atualizado 20 de abril de 2020 | 19h39

O derretimento dos preços do petróleo no cenário internacional, poderia ser mais desastroso do que foi para o mercado brasileiro. No fim desta segunda-feira, o dólar, que chegou a se aproximar dos R$ 5,32, fechou em alta de em alta de 1,35%, cotado a R$ 5,30. Já a Bolsa ficou no zero a zero, com queda leve de 0,02% do Ibovespa, a 78,9 mil pontos.

O grande vilão do dia foi o contrato futuro do petróleo WTI para maio, com vencimento nesta terça-feira, 21. Os contratos da commodity despencaram 305,97%, cotado abaixo de zero, a US$ 37,63 negativos em Nova York. É a primeira vez que a commodity é negociada em terreno negativo. De acordo com analistas, a liquidação em massa ocorre para evitar entrega física do barril, em um contexto em que não há espaço para armazenamento.

Os mercados internacionais têm operado em meio a um descompasso entre oferta e demanda de petróleo, já que os cortes de produção anunciados pela Organização dos Países Exportadores de Petróleo e aliados (Opep+), cada vez mais, parecem insuficientes para compensar a queda na demanda, decorrência direta da retração da atividade global por conta do novo coronavírus.

A negociação no campo negativo, contudo, foi restrita ao contrato de maio, e, ainda que tenha colaborado para perdas em outros contratos, não se refletiu em cotações abaixo de US$ 0 nos contratos mais líquidos. "Há um pouco de exagero no que estamos vendo hoje", afirmou ao Estadão/Broadcast Ilan Solot, estrategista do Brown Brothers Harriman (BBH). "Mas isso não afasta a questão de que há uma oferta brutal [da commodity]", disse Solon. "Realmente é algo inédito, mas muito específico desse vencimento", completou Marcos de Callis, estrategista da Hieron, à reportagem.

Nesse contexto, os papéis ordinários e preferenciais da Petrobrás  fecharam em baixa de 0,90% e 1,12%, respectivamente, queda considerada contida ante o cenário internacional.

O setor de varejo manteve nesta segunda-feira a tendência de alta registrada nos últimos dias e fechou o pregão com avanço de Magazine Luiza ON (+8,72%), Lojas Americanas PN (+5,79%) e B2W ON (+4,63%). Também registraram alta Cia Hering ON (+5,40%), Lojas Renner ON (+4,00%) e Via Varejo ON (+1,70). As companhias têm reagido bem à tendência de abertura gradual da quarentena, que poderá vir a partir de 11 de maio.

 

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