Marcello Casal Jr. / Agência Brasil
Marcello Casal Jr. / Agência Brasil

Em dia de feriado nos EUA, Bolsa ganha 1,3%, mas dólar sobe

Com liquidez fraca, percepção de que as manifestações pró-Bolsonaro devem ajudar na aprovação da reforma da Previdência levou o Ibovespa aos 94,9 mil pontos; moeda americana acabou a segunda-feira a R$ 4,0354

Silvana Rocha e Maria Regina Silva, O Estado de S.Paulo

27 de maio de 2019 | 11h07
Atualizado 27 de maio de 2019 | 17h56

Em dia marcado pelo baixo volume de negócios, em função de feriados nos Estados Unidos e no Reino Unido, o dólar renovou máximas à tarde e fechou com alta de 0,50%, a R$ 4,0354, no segmento à vista. O real foi a moeda que mais caiu ante o dólar nesta segunda-feira, 27, apesar do otimismo no campo doméstico com a leitura de que as manifestações pró-governo Bolsonaro deste domingo devem ajudar na aprovação da reforma da Previdência no Congresso.

"O dólar aqui acompanhou hoje o mercado lá fora, mas com muito poucos negócios", destaca o operador da corretora Necton, José Carlos Amado. Por isso, ele observa que alguma operação pontual de compra de investidor com compromissos em dólar pode ter pressionado os preços para cima. No mercado futuro, o volume foi somente US$ 8 bilhões, menos da metade do giro de um dia normal. No mercado à vista, o giro somou somente US$ 625 milhões.

Foi essa percepção que levou o Ibovespa a operar com ganhos desde o início do pregão, terminando com valorização de 1,32%, aos 94.864,25 pontos. Mais cedo, o índice da B3 chegou a superar os 95 mil pontos, ajudado ainda pelo bom desempenho de papéis ligados a commodities, sobretudo os da Vale, que avançaram 3,89%, por causa da alta do preço do minério de ferro. Entretanto, o otimismo visto na Bolsa deve ser colocado à prova a partir desta terça-feira, com o retorno dos investidores estrangeiros e do Congresso.

Há matérias importantes para serem votadas, como a MP 870, que reorganiza dos ministérios, no Senado, e os parlamentares podem reagir às manifestações realizadas no domingo, que criticaram o Legislativo, especialmente o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e o Centrão.

Além disso, na quinta-feira, dia 30, está marcado novo ato contra o bloqueio de verbas na Educação, a exemplo do que ocorreu no último dia 15. No exterior, o destaque foram as Bolsas europeias, que fecharam em alta com a eleição ao Parlamento europeu e a possível fusão entre as montadoras Fiat e Renault.

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