JF Diorio/ Estadão
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coluna

Dan Kawa: Separar o ruído do sinal é a única forma de investir corretamente daqui para a frente

Bolsa alcança maior patamar em 4 meses, mas perde fôlego e fecha abaixo dos 100 mil pontos

Dólar teve novo dia de volatilidade e fechou em baixa de 0,21%, cotado em R$ 5,3383

Luís Eduardo Leal, O Estado de S.Paulo

09 de julho de 2020 | 09h19
Atualizado 09 de julho de 2020 | 18h05

O Ibovespa chegou a testar a marca dos 100 mil pontos na manhã desta quinta-feira, 9, mas acabou perdendo força com puxado, sobretudo, pelo dia atípico em Nova York, onde a demanda por ações de tecnologia manteve o Nasdaq em máximas históricas, em alta na sessão, enquanto Dow Jones e S&P 500 fecharam no vermelho. 

Aqui no Brasil, o principal índice da Bolsa de Valores de São Paulo encerrou em baixa de 0,61%, aos 99.160,33 pontos, após ganho de 2,05% no dia anterior, que o havia deixado bem perto da linha psicológica dos 100 mil, perdida no início de março.

dólar teve novo dia de volatilidade, embora hoje o volume de negócios tenha sido maior. Após cair para a mínima de R$ 5,24, e subir a R$ 5,38, o dólar à vista fechou em baixa de 0,21%, cotado em R$ 5,3383.

"Houve ruídos políticos nesta semana, com o Maia contrariando a visão do Guedes sobre privatizações este ano, no momento em que o governo busca alternativas para melhorar a arrecadação e encontrar alguma alternativa que contribua para readequar o fiscal, como tributação de dividendos e a volta da CPMF, ideias que não agradam", diz Jefferson Laatus, estrategista-chefe do Grupo Laatus. "Com o dia negativo lá fora, e aproximação do fim de semana, a cautela acaba prevalecendo, até porque a realização (de lucros) tem sido pouca."

Para Laatus, o caminho para os 100 mil já está pavimentado, tendo em vista a disponibilidade de liquidez, mesmo com o investidor estrangeiro voltando a sacar recursos da B3 neste começo de julho após o mês anterior ter sido o primeiro de ingresso líquido desde setembro de 2019. "Já tem fundo no Brasil fechado para captação, tamanha a disponibilidade de recursos. A migração da renda fixa para a variável continua a prover fluxo para a Bolsa, mesmo com a retração do estrangeiro", acrescenta.

"O fluxo vai continuar impulsionando, com mais força do que os fundamentos, de forma que o viés é no máximo de leve alta, dado todo o cenário. Nossa bolsa não está barata, não tem muito mais 'upside', a considerar os fundamentos", observa Rafael Bevilacqua, estrategista-chefe da Levante.

Na máxima de hoje, o Ibovespa foi a 100.191,24 pontos, maior nível intradia desde 6 de março (então aos 102.230,50), e, na mínima, retrocedeu a 98.860,83 pontos. O giro financeiro totalizou R$ 26,6 bilhões. 

Na semana, o Ibovespa acumula ganho de 2,48% e, no mês, avança 4,32%, cedendo agora 14,25% em 2020. 

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