Dólar abre em queda de 0,15%, a R$ 1,9880

Os analistas não esperam mudança na trajetória de alta assumida pelo dólar nos últimos dias. Apesar disso, a moeda abriu em queda nesta 6ªF, de 0,15%, cotado a R$ 1,9880. Depois de muitas semanas de otimismo, o dólar espelha um nível de preocupação que não se via desde dezembro do ano passado, quando houve melhora do cenário internacional - auxílio à Argentina, controle sobre o preço do petróleo e desaceleração da atividade dos EUA. E a reversão iniciou também do lado de fora das fronteiras brasileiras. Foi a rapidez com que o Federal Reserve promoveu o corte de um ponto porcentual na taxa de juros dos EUA, (menos de um mês), que levou os analistas a repensarem o cenário econômico de médio prazo. As decisões do Fed levantaram o temor de que a economia norte-americana esteja em recessão e isso afeta o equilíbrio da economia global. No Brasil, uma possível recessão nos EUA teria impacto direto no balanço de pagamentos. Economia fraca nos EUA pode significar menos exportações brasileiras e menor fluxo de investimentos estrangeiros para o País. A alta do dólar frente ao real será inevitável nesse cenário e o mercado está antecipando essa possibilidade. Para piorar as perspectivas, a incerteza internacional apareceu junto com uma crise política criada pelos rachas na base de sustentação do governo no Congresso. Também veio de mãos dadas com sinais de fracasso no processo de licitação do SMP, que deveria trazer pelo menos US$ 3 bi para o Brasil. Ontem à noite, foi anunciado que não há nenhum investidor disputando o leilão da Banda C. Por isso, o dólar não deve ter fôlego para cair hoje, segundo analistas. Eles estimam que a moeda norte-americana deve se manter nos níveis mais altos desde outubro de 1999, alcançados ontem.

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