Dólar abre em queda, mas já opera em alta

O dólar comercial iniciou o dia cotado a R$ 2,9350 na ponta de venda dos negócios, em queda de 0,37% em relação às últimas operações de ontem. Às 10h37, a moeda norte-americana atingiu o patamar máximo do dia, vendida a R$ 2,9400, em baixa de 0,20%. Os números do Produto Interno Bruto (PIB) do segundo trimestre do ano deram o tom da abertura do mercado de câmbio, mas as reações foram moderadas. O PIB brasileiro mostrou um forte crescimento de 5,7% em relação ao mesmo trimestre de 2004, o maior desde o terceiro trimestre de 1996. Em relação ao primeiro trimestre, o crescimento foi de 1,5%. Ambos os dados ficaram dentro do intervalo de estimativas dos analistas do mercado consultados pela Agência Estado.O fato é que o crescimento mais forte da economia favorece a uma pressão de alta sobre os índices de inflação. Isso porque economia aquecida tende a aumentar a demanda, pressionando para cima o preço dos produtos. Esta possibilidade reforça a preocupação com uma possível alta das taxas de juros, indicada na ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), que manteve a Selic, a taxa básica de juros da economia, em 16% ao ano.Avaliação positivaMas há outra leitura possível e mais provável a julgar pelo comportamento do mercado até agora: a de que crescimento se sobrepõe a inflação e que a alta de preços poderá ser facilmente controlada por um pequeno ajuste na política monetária, acompanhado de retomada de investimentos. Se apostarem nesse cenário, os investidores derrubarão ainda mais a cotação do dólar, podendo consolidar o rompimento do piso informal de R$ 2,9500 que se sustentava há alguns dias e foi quebrado ontem.Aliás, o principal fator que gerou a queda do dólar ontem, o recuo do preço do petróleo, será a segunda variável de destaque para o mercado de câmbio nesta terça-feira. Até o momento, o barril da commodity apresenta queda substancial no pregão eletrônico da Nymex (bolsa eletrônica dos Estados Unidos) e em Londres.

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