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Apesar de queda nos EUA, Bolsa fecha com leve alta; dólar cai e fica a R$ 5,31

Aumento de casos do coronavírus no país americano elevou a tensão nas Bolsas de NY; no câmbio, moeda quebrou com uma sequência de sete altas seguidas

Redação, O Estado de S. Paulo

19 de junho de 2020 | 09h07
Atualizado 19 de junho de 2020 | 18h38

Bolsa de Valores de São Paulo, a B3, encerrou nesta sexta-feira, 19, com ganho tímido de 0,46%, aos 96.572,10 pontos, após uma piora nas Bolsas de Nova York causada pelo avanço dos casos de coronavírus nos Estados Unidos. Porém, no câmbio, o dólar quebrou uma sequência de sete altas seguidas e fechou com queda de 0,98%, cotado a R$ 5,3180.

Em meio ao processo de reabertura da economia, alguns Estados dos EUA tem presenciado um aumento de casos da covid-19. Esse é o caso da Flórida, Califórnia e Carolina do Norte, por exemplo. Além do país americano, a possibilidade de uma possível segunda onda de coronavírus também ganha força na China, que passou um período sem registrar novos casos.

No cenário local, o Ibovespa, principal índice de ações do mercado de trabalho, já dá indicação de ter absorvido, em certa medida, o aumento do risco político causado pela prisão de Fabrício Queiroz e também pela saída de Abraham Weintraub do Ministério da Educação

Com os resultados desta sexta, o índice tem agora uma sequência de quatro altas seguidas e dá sinais de recuperação, apesar do ganho marginal na sessão de hoje. Na mínima do dia, o índice caía pouco mais de 0,20%, aos 95.874,30 pontos. Na máxima, subia forte aos 97.540,33. Na semana, a Bolsa acumula ganho de 4,07% e no mês, de 19,61%. No ano, cede apenas 16,49%.

Entre as maiores alta desta sexta, estão as ações da MRV, com 5,66% e da Raia Drogasil, com 4,70%. Já entre as blue chips, ações de empresas de maior da Bolsa, os resultados ficaram a desejar, com Petrobrás ON e PN cedendo 1,42% e 0,60%, respectivamente, enquanto Vale caiu 1,78%.

Câmbio

A moeda perdeu a força nesta sexta, após o Federal Reserve (Fed, o BC americano) sinalizar que novos pacotes de ajuda para conter os impactos do coronavírus, podem ser liberados, caso necessário. A esse cenário, também se soma a mais recente decisão dos chineses, de ampliar as compras agrícolas com os americanos. Contudo, a tensão entre ambos os países está longe de acabar: no final da tarde, o secretário de segurança, Mike Pompeo, voltou a criticar a China e culpar o país pela pandemia.

Com isso, a moeda quebrou uma sequência de sete altas seguidas, na qual acumulou alta de 10%. Porém, nesta semana, o dólar ainda acumula alta de 5,4% e no ano, ainda acumula valorização de 32,5%. Nesse cenário, o real segue como a moeda mais desvalorizada, numa cesta de 34 divisas - o que pode ser atribuído também ao cenário político incerto do País.

Nas casas de câmbio, de acordo com levantamento do Estadão/Broadcast, o dólar turismo é negociado próximo de R$ 5,60. Já o dólar para julho fechou com queda de 1,22%, cotado a R$ 5,3185.

Petróleo

A informação de que a China vai manter o acordo agrícola com os Estados Unidos favoreceu a commodity, que se mantém otimista com a indicação de que a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) vai manter os cortes na produção de barris de petróleo.

Com isso, o WTI para julho, referência no mercado americano, fechou em alta de 2,00%, a US$ 39,83, com elevação de 9,94% na semana. Já o Brent para agosto, referência no mercado europeu, subiu 1,64%, a US$ 42,19 o barril, e apresentou alta de 8,93% na comparação semanal.

Bolsas do exterior

Apesar das preocupações com o coronavírus, as Bolsas da Ásia fecharam em alta. Os chineses Xangai CompostoShenzhen Composto subiram 0,96% e 1,19%, respectivamente, enquanto o japonês Nikkei se valorizou 0,55%. Já o Hang Seng avançou 0,73% em Hong Kong, o sul-coreano Kospi subiu 0,37% e o Taiex teve ganho marginal de 0,01% em TaiwanNa Oceania, a Bolsa australiana fechou com alta de 0,10%.

O clima favorável e o apetite por riscos, ainda que controlado, também favoreceu as Bolsas da Europa, onde o Stoxx 600 fechou com ganho de 0,56%. Enquanto isso, a Bolsa de Londres teve ganho de 1,10%, a de Paris, 0,42% e a de Frankfurt, 0,40%. O clima também foi positivo em MilãoMadri Lisboa, com altas de 0,68%, 1,67% e 0,75%, respectivamente.

Já em Nova York, o receio frente ao coronavírus e o novo ataque de Pompeo segurou os ganhos nas Bolsas locais e preocupou os investidores. Por lá, o Dow Jones fechou em baixa de 0,80%, o Nasdaq cedeu 0,003% e o S&P 500 recuou 0,56%./MAIARA SANTIAGO, LUÍS EDUARDO LEAL E ALTAMIRO SILVA JÚNIOR

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