Dólar abre estável, a R$ 1, 604

Mercado espera a aprovação do pacote de austeridade fiscal pelo Parlamento da Grécia, prevista para quarta-feira

Cristina Canas, da Agência Estado, Agencia Estado

27 de junho de 2011 | 10h14

O dólar comercial abriu a semana estável, negociado a R$ 1,604 no mercado interbancário de câmbio. Às 10h31, a divisa cedia 0,12%, a R$ 1, 602. Na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), o dólar à vista estava cotado a R$ 1,6021, variação de 0,01%. O euro comercial registrava queda de 0,13%, negociado a R$ 2,269.

Enquanto no Brasil o feriado prolongado tirava das mesas de operações a maior parte dos investidores, no exterior, finalmente foi feito um acerto para que a Grécia receba a parcela de 12 bilhões de euros no início de julho, referente ao auxílio internacional que obteve no ano passado, e mais 110 bilhões de euros de um segundo financiamento da União Europeia e Fundo Monetário Internacional. Mas há uma condicionante, que deve ser o destaque desta semana: a aprovação do pacote de austeridade fiscal pelo Parlamento da Grécia, prevista para quarta-feira. Isso está fazendo com que os mercados mostrem alívio, mas sem encontro para comemorações, por enquanto.

Até porque, para quem acha que o mais difícil foi resolvido, vale lembrar que a população grega não está nada satisfeita com a situação e rejeita o aperto, diariamente, por meio de manifestações. Além disso, ainda está sob negociações, a forma como os credores privados da Grécia participarão do rearranjo financeiro do país, o que também é um ponto crucial para que tudo dê certo. Ou seja, a Grécia continua como centro das atenções, mesmo numa semana em que a agenda é cheia em outros pontos do planeta.

Ainda com relação à Europa, o mercado continuará acompanhando a visita que o primeiro-ministro da China, Wen Jiabao, está fazendo à região. Isso porque na semana passada o porta-voz do Ministério de Relações Exteriores chinês, Hong Lei, disse que a China está disposta a dar suporte para o crescimento da Europa, o que repercutiu positivamente nos mercados.

Nos EUA, foram divulgados hoje dados de consumo e renda pessoal, pouco abaixo do previsto, o que só colabora para que os mercados sigam cautelosos. Afinal, o desenrolar da crise das dívidas soberanas europeia divide as preocupações dos mercados financeiros com a questão da retomada da atividade econômica global. E o desempenho dos Estados Unidos é fundamental para as estimativas de recuperação mundial.

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