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Dólar abre estável, mas sobe 0,10% pela manhã

A cotação do dólar nesta manhã refletiu basicamente a movimentação dos agentes do mercado para a formação da Ptax - taxa ponderada - para o próximo dia 31 de janeiro, que liquidará os contratos futuros que vencem na BM&F no dia 1º de fevereiro. A moeda americana, que abriu estável, estava sendo negociada há pouco a R$ 1,9770, com elevação de 0,10% sobre o fechamento de sexta-feira. Diante disso, o dólar ignorou as boas notícias que se somam no atual momento pelo qual passa a economia brasileira.Segundo um experiente operador ouvido pela Agência Estado, os fatores ligados ao fluxo e as movimentações interbancárias não favorecem o câmbio. O profissional lembra que nos últimos dois dias úteis foram registradas entradas fortes de dólares no mercado e, no entanto, elas não conseguiram melhorar a liquidez. Segundo ele, existe um movimento de traders que projeta uma melhora na liquidez só para depois do dia 31.O Banco Central, segundo este mesmo operador, fez a sua parte, ao realizar hoje o leilão de venda de 2,170 milhões de NBC-E, emitidas em 2/8/2000 com vencimento em 16/09/2004, para rolar 91% de um lote de 2,382 milhões de NTN-D que estará vencendo no dia 1º de fevereiro. Esse leilão está sendo antecipado, uma vez que o edital deste leilão, possivelmente, só sairia a amanhã.Essa decisão do BC tem como objetivo reduzir a volatilidade do dólar. O mecado está esperando uma taxa (consenso) de 10%, contra uma taxa de 9,1% no último leilão de NBC-E de três anos.Se o leilão for bem sucedido, que é o que espera o mercado, o dólar poderá realizar um pequeno movimento de baixa no período da tarde. Esta queda, se ocorrer, deverá ser pontual. A tendência do dólar, de acordo com um outro analista, é de ir subindo lentamente até atingir o patamar de R$ 2,00.A demanda por dólares, de acordo com o profissional, deverá aumentar por causa da inevitável e elevação das importações, movida pelo crescimento da economia. A expectativa é de que a economia brasleira cresça acima de 4% este ano.O mercado sugere que o governo procure alternativas para financiar as importações a longo prazo. É inevitável que as importações brasileiras cresçam, principalmente em um ano em que se projeta um crescimento da economia brasileira acima do crescimento projetado para o resto do mundo. O Brasil, segunda uma fonte, deveria aproveitar o bom momento pelo qual passa a sua economia para convencer instituições como o Hermes, o Coface e o Eximbank dos EUA e do Japão a financiar a prazos mais longos, de cinco anos, por exemplo. Isso ajudaria os dois lados. Os países onde estas instituições estão poderiam exportar mais e o Brasil reduzir, com isso, o peso dos pagamentos das importações sobre a balança comercial, disse o analista.

Agencia Estado,

29 de janeiro de 2001 | 14h55

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