Marcello Casal Jr/Agência Brasil
Marcello Casal Jr/Agência Brasil

Dólar cai 1,10% no primeiro dia útil do governo Bolsonaro

Moeda americana é negociada a R$ 3,8328 nesta quarta-feira, 2, enquanto acontece a transmissão de cargo dos ministros do novo governo

Karla Spotorno e Paula Dias, O Estado de S. Paulo

02 de janeiro de 2019 | 09h33

No primeiro pregão realizado no governo de Jair Bolsonaro (PSL), o dólar está em queda de 1,10%. Fatores essencialmente domésticos levam o dólar a renovar mínimas neste início de tarde de quarta-feira, 2, na contramão da tendência de apreciação da moeda no mercado internacional. Às 13h27, o dólar à vista era negociado a R$ 3,8328, em baixa de 1,10%.

O otimismo com o noticiário político recente embalou inicialmente o mercado de ações e em seguida passou a gerar reflexo no câmbio e nos juros. Pesa positivamente, em especial, a notícia do acordo do PSL em apoio à reeleição de Rodrigo Maia (DEM-RJ) para a presidência da Câmara. A notícia, segundo profissionais do mercado, aponta na direção de maiores chances de apoio ao governo na aprovação de reformas estruturais, em especial a da Previdência.

Contexto. No exterior, pesa contra as ativos emergentes e de renda variável o resultado pior que o previsto do PMI industrial de dezembro na China (49,7 ante a previsão de 50,2). 

Na avaliação da estrategista de câmbio do banco Ourinvest, Fernanda Consorte, o mercado cambial no Brasil reflete um otimismo do investidor com o agora governo Bolsonaro. "O tom no exterior é negativo por causa do PMI da China. Mas o movimento de otimismo com o novo governo continua. Ontem o discurso da primeira dama foi muito bacana", disse Fernanda.

Michelle Bolsonaro roubou a cena na terça-feira por falar à população em libras - estratégia considerada eficiente para manter o apoio popular ao marido, segundo o professor da Faap Luiz Bueno.

O foco na abertura comercial, anunciado ao Broadcast pelo ministro da Economia, Paulo Guedes, favorece o otimismo relatado pela estrategista da Ourinvest, e se soma às palavras desta manhã do secretário de Estado dos Estados Unidos, Mike Pompeo, de que Bolsonaro e o presidente americano Donald Trump estão comprometidos em trabalhar juntos em temas da economia e da segurança. Pompeo está no Brasil por causa da posse do presidente brasileiro. 

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