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Dólar acentua queda e chega à mínima de R$ 2,7350

O fortalecimento do euro ante o dólar no mercado externo e um fluxo positivo de dólares para o País estimulam a queda da moeda norte-americana frente ao real nesta quarta-feira. Às 15h03, o dólar chegou ao patamar mínimo do dia até este horário, vendido a R$ 2,7350 na ponta de venda das operações, em baixa de 1,08% em relação aos últimos negócios de ontem.Durante a manhã, o Banco Central fez um leilão de compra de dólar e a taxa de corte ficou em R$ 2,7540, mais baixa do que a taxa de corte do leilão realizado segunda-feira, de R$ 2,7680. A expectativa é de que haja um novo leilão de compra de dólar hoje, já que a atuação do BC parece não ter sido suficiente para enxugar toda a oferta de dólares que há no mercado.No mercado futuro da Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), os contratos futuros de dólar mostram que os investidores também reforçam as apostas na queda das cotações. O contrato com vencimento em janeiro de 2005 sinalizava cotação de R$ 2,7550, em queda de 1,12%. No mercado internacional, o euro subia no início da tarde de hoje 1,04% ante o dólar, cotado a US$ 1,3427.Notícias também influenciamO mercado reflete ainda notícias positivas como a aprovação das mudanças no Código Tributário Nacional que modernizam a Lei de Falências. A medida ficou 11 anos emperrada e é considerada fundamental para o País conseguir o crescimento sustentado. Sua aprovação deve resultar em facilidades para os investimentos e engrossa, dessa forma, as boas perspectivas para os cenários econômicos do País de médio e longo prazos.No início da manhã, o mercado reagiu também à confirmação ontem pelo Federal Reserve de alta de 0,25 ponto porcentual nos juros dos EUA. O comunicado que acompanhou a decisão foi semelhante ao da última reunião e contribuiu para manter as expectativas de que a política monetária norte-americana seguirá como está: alta de juros comedida e contínua para garantir crescimento sem inflação.O mercado comemorou também o resultado do IGP-10, que ficou em 0,77%, abaixo das estimativas, que oscilavam de 0,80% a 1,06%. Além de ser positivo, o dado ganhou importância pelo fato de hoje ser dia de decisão de juros no Brasil. Com este dado de inflação, cresceram as perspectivas por um aumento de 0,25 ponto porcentual na Selic, a taxa básica de juros da economia, que passaria então para 17,50% ao ano.

Agencia Estado,

15 de dezembro de 2004 | 15h05

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