Dólar acompanha cenário externo e fecha em alta de 0,44%

A dois dias da decisão do Fed sobre os juros dos EUA, moeda segue cautela nos mercado e fecha a R$ 1,613

Reuters,

23 de junho de 2008 | 16h17

O dólar fechou em leve alta nesta segunda-feira, acompanhando os movimentos dos mercados acionários globais, cautelosos na semana de decisão sobre juros nos Estados Unidos. A moeda norte-americana subiu 0,44%, R$ 1,613. A abertura negativa das principais bolsas mundiais deu o tom do mercado cambial, que não conseguiu reverter seu curso durante a sessão.  "Hoje (o dólar) foi ao sabor das bolsas, que estavam deterioradas", disse Carlos Alberto Postigo, operador de câmbio do Banco Paulista, ressaltando que o mercado cambial está "totalmente de lado".  O dólar chegou a apresentar alta de 0,62% na parte da manhã, mas diminuiu o ritmo da alta após as bolsas se recuperarem. Nos Estados Unidos, as bolsas operavam perto da estabilidade. Em São, Paulo, o principal índice da bolsa subia 0,3 %.  Jorge Knauer, gerente de câmbio do Banco Proper no Rio de Janeiro, descarta volatilidade no mercado. "Ele (o dólar) subiu um pouco mais forte de manhã... mas não vou falar para você que essa volatilidade significa muito, isso representa mais um zero a zero", disse ele. Knauer afirmou que o mercado cambial deve ficar de olho no movimento das taxas de juros externas para poder definir uma tendência para o dólar.  Na quarta-feira, o Comitê Federal de Mercado Aberto do Federal Reserve divulgará a decisão sobre a taxa de juro norte-americana. O mercado financeiro espera que o Fed mantenha a taxa nos atuais 2%. Já o Banco Central Europeu deve, no próximo mês, elevar o juro da zona do euro em 0,25%, para 4,25%.  Segundo o gerente, o juro doméstico continua bastante alto e atraindo operações de arbitragem - que lucram com o diferencial entre as taxas de juros praticadas em diferentes países - e, se o Fed não alterar sua taxa básica de juro, a moeda estrangeira deve continuar se desvalorizando frente ao real. Mas "se (a decisão) for diferente, o mercado pode dar uma estressada", ressaltou o gerente.

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