Dólar acompanha melhora externa e fecha em baixa

A resposta positiva dos mercadosinternacionais a indicadores norte-americanos proporcionou aqueda do dólar nesta quarta-feira. A moeda norte-americana terminou o dia a 1,798 real, embaixa de 0,61 por cento. No mês, o dólar exibe alta de 0,22 porcento. O mercado de câmbio repercutiu o ânimo das principaisbolsas de valores estrangeiras após dados mais fortes que oesperado sobre a economia dos Estados Unidos. Ainda que o forte desempenho do emprego privado e daprodutividade nos EUA tenha diminuído a chance de um corte dojuro em 0,50 ponto pelo Federal Reserve, o mercado se sentiualiviado com a noção de que o crescimento econômico não estásendo tão afetado pela recente crise financeira. À tarde, os principais índices de Wall Street subiam maisde 1 por cento, o risco Brasil caía levemente e o dólar subiaante o euro e o iene --refletindo a maior confiança dosinvestidores no desempenho da maior economia do mundo. Segundo Renato Schoemberger, operador da Alpes Corretora, aqueda do dólar foi limitada apenas por fatores internos."Deveria estar (caindo) mais... Os números que saíram deinflação (no Brasil) acho que não foram muito bons... e nãodeve ter muita entrada, não está com muita liquidez", afirmou. Pela manhã, a Fundação Getúlio Vargas (FGV) divulgou que oÍndice Geral de Preços-Disponibilidade Interna (IGP-DI) subiu1,05 por cento em novembro, acima da expectativa de analistas. O fluxo cambial positivo, por sua vez, é tradicionalmenteafetado em finais de ano pelo aumento das remessas de lucros edas importações. "O cenário aqui dentro não está muito legal. Tem muito papode volta da inflação, (não-prorrogação da) CPMF. Aqui dentro opessoal começou a ficar com um pouco mais de atenção paraprecificar esses ativos", acrescentou o operador.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.