finanças

E-Investidor: "Você não pode ser refém do seu salário, emprego ou empresa", diz Carol Paiffer

Dólar acompanha recuperação das bolsas e fecha em queda

A moeda norte-americana fechou cotada a R$ 1,8770, em baixa de 0,95%

SILVIO CASCIONE, REUTERS

30 de julho de 2007 | 16h18

O dólar acompanhou a recuperação dos mercados estrangeiros, que compensaram nesta segunda-feira, 30, parte das perdas registradas na semana passada em meio à preocupação com o setor de crédito dos Estados Unidos. A moeda norte-americana fechou cotada a R$ 1,8770, em baixa de 0,95%. Na semana passada, o dólar chegou a fechar no menor patamar desde setembro de 2000, mas a piora do cenário externo fez a taxa se reaproximar do patamar de R$ 1,90.   Os efeitos da crise do setor imobiliário dos EUA   Nesta segunda, o mercado de câmbio seguiu o comportamento mais tranquilo das bolsas de valores nos Estados Unidos, que operavam em alta após a pior semana em quase cinco anos. No Brasil, a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) voltava aos 54 mil pontos durante a tarde, com alta de cerca de 3%.A agenda sem indicadores econômicos dos EUA contribuiu para o alívio temporário, apesar de algumas notícias negativas no setor de crédito. "Passado esse susto norte-americano, parece que está aliviando um pouco. Até que venha um índice contrário", disse Paulo Fujisaki, analista de mercado da corretora Socopa.Os próximos dias, porém, são carregados de dados econômicos norte-americanos, com destaque para indicadores sobre setor imobiliário, postos de trabalho e inflação nos gastos pessoais.Com o cenário externo mais favorável, a contínua entrada de dólares no país manteve a trajetória de desvalorização da moeda norte-americana, de acordo com Sidnei Moura Nehme, diretor-executivo da NGO Corretora. No ano, o dólar acumula queda de 12,1%."O dólar mantém a tendência de queda no preço, e esta é efetivamente a sua tendência no nosso mercado, onde o fluxo de ingresso é mais intenso do que o de saída", disse, em relatório."Este cenário indica que não há pressões de saída de recursos do país e nem precipitação para ajustes de posições, que aparentemente já foram adequadas", acrescentou. Perspectivas  A tendência de apreciação do real fez o mercado reduzir levemente, mesmo com a recente turbulência, as projeções para a taxa de câmbio em 2007 e 2008, segundo pesquisa semanal realizada pelo Banco Central. Para os dois anos, a perspectiva para o dólar permanece abaixo de R$ 2.Em relatório, o Banco WestLB do Brasil demonstrou expectativa parecida. "Continuamos a esperar que o dólar atinja novas mínimas antes do final do ano em meio ao forte fluxo comercial e financeiro", afirmou.O Banco Central marcou presença na última hora de negócios com um leilão de compra de dólares no mercado à vista. Na operação, a autoridade monetária definiu corte a R$ 1,8790 e aceitou, segundo operadores, ao menos dez propostas.

Tudo o que sabemos sobre:
Aversão ao riscoDólar

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.