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Dólar alto reduz juros e dívida

Efeito ocorre porque País é credor em moeda estrangeira

Gustavo Freire e Fabio Graner, O Estadao de S.Paulo

07 de agosto de 2030 | 00h00

A dívida líquida do setor público deverá recuar 0,4 ponto porcentual em agosto e atingir 44% do Produto Interno Bruto (PIB), menor nível desde abril de 1999. A queda, de acordo com o chefe do Departamento Econômico do Banco Central (BC), Altamir Lopes, será provocada por uma desvalorização do real ante o dólar no mês, estimada em 3,9%, fator que reduz a despesa com juros e a dívida.Altamir ressaltou que a diminuição da dívida neste mês deve ser pontual. ''''A tendência é que ela volte a subir nos próximos meses e chegue ao final do ano em 44,5% do PIB'''', disse. O principal motivo é a expectativa de que o real voltará a se valorizar e o dólar cairá, terminando 2007 cotado por R$ 1,90.Mesmo assim, o nível de endividamento seria 0,4 ponto porcentual menor que os 44,9% do PIB do fim de 2006. O chefe do Depec enfatizou que todas as projeções de longo prazo apontam para a continuidade do processo de redução do nível de endividamento do setor público brasileiro.A situação atual da dívida é totalmente inversa da observada na crise vivida pelo Brasil às vésperas das eleições presidenciais de outubro de 2002. Naquela época, a forte desvalorização do câmbio chegou a elevar a dívida, em um único mês, de 51,3% para 55,9% do PIB, porque cerca de 40% da dívida estava vinculada à variação cambial. O quadro foi alterado a partir de medidas do BC para suavizar a valorização do real. Em conseqüência dessa política, o País tem mais a receber do que a pagar em dólares. Na nova situação, a valorização do dólar passou a gerar redução, e não aumento, do nível de endividamento público.

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