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Dan Kawa: Separar o ruído do sinal é a única forma de investir corretamente daqui para a frente

Dólar atinge menor cotação desde 16 de maio

O dólar na roda da Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM&F) fechou por volta das 16h30 desta quinta-feira na mínima do dia, em queda de 2,12%, a R$ 2,173 - menor cotação desde 16 de maio último. O pronto renovou as mínimas após a divulgação do comunicado do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) e da alta de 25 ponto porcentual para 5,25% ao ano da taxa dos Fed Funds. O aumento do juro veio dentro do esperado e a mudança no texto do comunicado em relação à última reunião provocou euforia nos mercados, com disparada das Bolsas em Nova York, queda de juros dos Treasuries e do dólar ante outras moedas. Internamente, a Bovespa opera perto das máximas, em alta de 3,78% por volta das 16h30. Para alguns analistas, a troca de frase do documento de divulgação - de "alguma firmeza adicional da política poderá ser necessária" para "o Comitê julga que permanecem alguns riscos de inflação" - sugere a possibilidade de uma pausa no ciclo atual de aperto monetário. Mas parte do mercado também entende que os juros nos Estados Unidos ainda podem subir mais. Em Chicago, os contratos de Fed Funds para agosto projetam uma taxa de 5,38%, o que representa uma probabilidade de 68% de que o Federal Reserve volte a elevar a taxa dos Fed Funds em 25 pontos-base em sua próxima reunião, em 8 de agosto. Na quarta-feira no fechamento do mercado, essa probabilidade estava em 79%. Já a consultoria EIU, em entrevista ao Broadcast ao Vivo nesta quinta, avalia que os juros nos Estados Unidos devem subir 0,25 ponto porcentual em agosto e setembro."O fato é que, de imediato, os investidores correram para ajustar posições, a fim de aproveitar as oportunidades no mercado de ações após as quedas recentes, e isso contribuiu para derrubar o dólar", disse um operador.

Agencia Estado,

29 de junho de 2006 | 16h40

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