Dólar avança 3,32% em dezembro e 12,32% no ano

Cenário:

NALU FERNANDES, O Estado de S.Paulo

30 de dezembro de 2011 | 03h06

No último dia de negócios no mercado doméstico de câmbio, ontem, o dólar à vista encerrou em queda com fraco volume de negócios. No exterior, o euro ganhou força na segunda parte da sessão ante o dólar, mas analistas internacionais argumentaram que os fundamentos da moeda única europeia não justificam valorização acima de US$ 1,30. O euro fechou no patamar de US$ 1,29. Por aqui, o dólar à vista no balcão caiu 0,27%, fechando em R$ 1,8690. Com o resultado, a moeda acumulou em dezembro alta de 3,32%, com ganho de 12,32% em 2011. Hoje, dia 30, só haverá operações interbancárias de câmbio para ajustes de caixa. Um operador disse que a divisa voltou a ceder, reagindo a uma entrada de recursos e também, possivelmente, em resposta ao desmonte de posições antes da chegada do novo ano por investidores que estavam comprados em dólar futuro.

Na virada do mês - e também do ano - o vencimento mais líquido passou a ser o de fevereiro, que fechou em R$ 1,8790, com queda de 0,48% e um volume financeiro de US$ 21,228 bilhões.

A Ptax de fim de mês - e também a última de 2011 - ficou em R$ 1,8758, com alta de 0,67% em relação ao fechamento de quarta-feira. No ano, subiu 12,58%. Já a taxa de câmbio de referência apurada pela BM&FBovespa fechou essa quinta-feira em R$ 1,8734.

Na Bovespa, o último pregão do ano foi de ajuste de carteiras, com os investidores levando o índice para o terreno positivo na última meia hora da sessão, mas sem o fôlego experimentado no ambiente internacional. No ano, a bolsa brasileira acumulou queda de 18,11%.

Em Nova York, as bolsas terminaram com ganhos ao redor de 1%, impulsionadas por dados positivos sobre a economia dos Estados Unidos. O leilão de títulos soberanos da Itália, realizado ontem, que pagou juros menores em parte dos papéis ofertados, forneceu combustível para que as bolsas Europeias também fechassem no azul, mas o mesmo resultado não teve efeito semelhante sobre a moeda única europeia, que chegou a atingir a mínima de US$ 1,2858, na menor cotação desde setembro de 2010 ante o dólar.

No mercado de juros, a melhora do ambiente externo e a deflação do IGP-M de dezembro de -0,12%, mais forte que a esperada,ampararam uma queda marginal das taxas de curto e médio prazos, dando prosseguimento ao ajuste da véspera. Os juros longos, por sua vez, mostraram comportamento misto.

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