Dólar avança ante o real, enquanto Bolsa recua após 7 sessões

Cenário:

SILVANA ROCHA , O Estado de S.Paulo

18 de setembro de 2012 | 03h10

A semana começou com dólar em alta e Bolsa em queda no mercado doméstico. Declarações de membros do governo e novo leilão de swap cambial reverso (equivalente à compra de dólar no mercado futuro) pelo Banco Central somaram-se ao avanço da moeda norte-americana no exterior, impulsionando o dólar para um ganho de 0,79% ante o real nesta segunda-feira, cotado a R$ 2,0290 no mercado à vista de balcão. O avanço interrompeu dois fechamentos consecutivos em baixa. Logo na abertura dos negócios, e com o dólar em alta, o BC anunciou oferta de até 70 mil contratos de swap reverso com dois vencimentos, dos quais vendeu 43,5 mil contratos. Após o resultado da operação, o dólar bateu a máxima do dia. O secretário-executivo da Fazenda, Nelson Barbosa, reiterou ontem posicionamento já manifestado pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, de que o governo tomará as medidas necessárias para não deixar o câmbio apreciar ainda mais, em face da nova rodada de estímulos anunciada pelo Federal Reserve (Banco Central dos EUA). Também reafirmou que não será preciso subir os juros em 2013.

No mercado de renda variável, o Ibovespa encerrou o dia abaixo dos 62 mil pontos, alinhado ao declínio dos índices acionários no exterior. Após a euforia registrada na última semana, a realização de lucros predominou e fez com que a Bolsa fechasse em queda de 0,48%, aos 61.805,98 pontos. Na primeira parte da sessão, porém, o índice permaneceu no azul enquanto o vencimento de opções sobre ações estava em andamento, mas a alta não se sustentou uma vez finalizado o exercício, invertendo a tendência de sete sessões consecutivas de ganhos. Também pesou para o recuo a perda dos papéis da Petrobrás, diante de forte queda nos preços do petróleo.

No mercado de juros futuros, as taxas curtas iniciaram a semana com leve alta, influenciadas pela redução do compulsório na sexta-feira, após o fechamento dos mercados, e também pelas ponderações do ministério da Fazenda sobre o rumo da taxa de juro nominal no próximo ano. Nos vencimentos longos, a piora no cenário externo predominou, fazendo com que as taxas recuassem e devolvessem parte da alta recente. Na Europa, os ministros das Finanças da zona do euro discordaram a respeito da data para a supervisão conjunta dos bancos na região, enquanto, nos Estados Unidos, o índice de atividade industrial medido pelo Federal Reserve de Nova York veio pior em setembro do que indicavam as projeções.

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