Dólar cai 0,56% em sessão de volatilidade externa

Moeda norte-americana fecha o dia cotada a R$ 1,601, acompanhando movimento internacional

Fabio Gehrke, da Reuters,

11 de julho de 2008 | 16h20

O dólar fechou em queda nesta sexta-feira, acompanhando o movimento internacional da moeda e o fluxo de recursos do País, em dia de turbulência nos principais mercados estrangeiros. A moeda norte-americana caiu 0,56%, a R$ 1,601. Nesta semana, a divisa acumulou baixa de 0,37%. Veja também:Bolsas européias despencam com temor sobre setor financeiro Apesar da forte tensão nos mercados externos, a Bovespa se mantinha em território positivo e o Risco País caía 9 pontos. As preocupações com a estabilidade de duas grandes concessoras de hipotecas norte-americanas mantiveram os principais índices de Wall Street em forte baixa durante a sessão. No entanto, comentários do chairman do Federal Reserve no fim da tarde reanimaram as bolsas, chegando a colocá-las brevemente no azul.  Segundo Mario Battistel, gerente da Fair Corretora, o mercado operou principalmente em funç ão do pessimismo externo, com todas as moedas lá fora subindo frente ao dólar. "Na verdade, é o dólar que está se desvalorizando", disse Battistel. O dólar caía 0,6% frente a uma cesta com as principais moedas.  Já Sidnei Nehme, diretor-executivo da NGO Corretora de Câmbio, acredita que o dólar está refletindo mais o fluxo de entrada e saída de recursos no País e a estrutura das posições dos agentes no mercado interno do que as movimentações externas.  "Acabou o semestre e o pessoal vai mandando capital para fora, acentua-se as remessas", disse Nehme ressaltando que a moeda deve responder pontualmente às operações de entrada e saída da moeda.  "Os bancos ainda estão muito comprados, eles ainda têm muitos dólares e o maior interesse deles é se desfazer dessa moeda", ressaltou o diretor acrescentando que com a tendência de juro em alta ninguém quer apostar na divisa norte-americana.  Na última hora de negócios, o Banco Central realizou um leilão de compra de dólares no mercado à vista definindo a taxa de corte a R$ 1,6014.

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