Dólar cai 1,2% e fecha cotado a R$ 2,389

Moeda seguiu a tendência externa e o noticiário eleitoral, que apontou fortalecimento da candidatura do PSDB à Presidência 

Denise Abarca, O Estado de S. Paulo

13 de outubro de 2014 | 17h10

O dólar começou a semana em baixa ante o real, assegurada não somente pela tendência externa como também pelo noticiário eleitoral do fim de semana, que apontou para o fortalecimento da candidatura do PSDB à Presidência no segundo turno. Após acumular queda de 2,22% na semana passada, o dólar hoje recuou 1,20% ante o real, para R$ 2,3890. Oscilou da máxima de R$ 2,3980 (-0,83%) à mínima de R$ 2,3800 (-1,57%). 

A moeda norte-americana operou em queda desde a abertura, renovando as mínimas no período da tarde. A divulgação de dados fracos da balança comercial de outubro até o dia 12 foi observada, mas não impactou no preço da moeda. Segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), o saldo comercial no período é positivo em apenas US$ 140 milhões. A balança registra déficit de US$ 554 milhões no ano, resultado de exportações de US$ 180,387 bilhões e importações de US$ 180,941 bilhões.

No âmbito local, os investidores reagiram tanto à confirmação do apoio de Marina Silva e da família de Eduardo Campos a Aécio Neves (PSDB), quanto à pesquisa Sensus, que mostrou o tucano mais de 17 pontos porcentuais à frente da candidata à reeleição Dilma Rousseff. Segundo o levantamento, Aécio Neves (PSDB) tem 58,8% da preferência do eleitorado, enquanto Dilma Rousseff (PT) tem 41,2%. A expectativa agora é de que as pesquisas Ibope e Datafolha, esperadas para quarta-feira, mostrem a mesma tendência de crescimento de Aécio. Na terça-feira à noite será realizado pela Rede Bandeirantes o primeiro debate entre os presidenciáveis no segundo turno.

No exterior, as preocupações com a economia global demonstradas pelo Federal Reserve desde a divulgação da ata da reunião de política monetária na quarta-feira passada foram renovadas por declarações de seus diretores no fim de semana e nesta segunda-feira. Nesta tarde, o presidente do Federal Reserve de Chicago, Charles Evans, disse que o "maior risco" para a economia dos EUA no momento seria elevar as taxas de juros antes do necessário. Com isso, o dólar operou em queda tanto em relação às moedas fortes quanto em relação a divisas de países emergentes.

Dados da economia da China também ajudaram as moedas de países emergentes e as ligadas a commodities, como o real. As exportações chinesas tiveram alta anual de 15,3% em setembro, ganhando ritmo em relação ao aumento de 9,4% em agosto e superando a previsão dos analistas (+12,5%). As importações também surpreenderam ao subir 7,0% ante setembro de 2013, quando a expectativa era de queda de 2,4%. O superávit comercial chinês, por outro lado, encolheu para US$ 31,0 bilhões em setembro, de US$ 49,8 bilhões agosto.

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