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Dólar cai 1,34% e devolve parte da alta; Europa volta a cair

Moeda era cotada a R$ 2,066 no começo desta sexta-feira; bolsas européias não sustentam recuperação

Reuters,

17 de agosto de 2007 | 09h38

O dólar caía mais de 1% nos primeiros negócios desta sexta-feira, recuperando parte da forte alta da véspera, em meio à diminuição do nervosismo nos mercados estrangeiros. Às 09h12, a moeda norte-americana era cotada a R$ 2,066, em baixa de 1,34%. Na última sessão, o dólar fechou a R$ 2,094, e chegou a subir mais de 5% durante o dia.   Veja também: Crise já respinga na economia real Bolsa de Tóquio cai 11% em uma semana 'Por enquanto', Brasil está seguro diante da crise, diz Lula Brasil sairá da crise como escolhido para investimentos, diz Mantega Fechamento dos mercados nesta quinta-feira  Em quase um mês, empresas brasileiras perderam US$ 209,7 bi O sobe de desce do dólar Os efeitos da crise do setor imobiliário dos EUA   Os temores de que a crise no setor imobiliário de alto risco (subprime) dos Estados Unidos contagie a economia real continuam permeando os mercados nesta sexta-feira.   Após sofrerem na quinta-feira as maiores quedas desde os ataques terroristas de 11 de setembro de 2001, os mercados acionários europeus tentaram ensaiar uma recuperação nesta manhã. Mas o início positivo dos mercados não se sustentou e os índices referenciais das bolsas já voltavam ao vermelho.   Em Londres, o FTSE-100 cedia 0,54%; o CAC-40, de Paris, 0,56% e o DAX, de Frankfurt, 0,50%, às 7h29 (de Brasília).   Nos Estados Unidos, o Federal Reserve (Fed, o BC dos EUA) reduziu sua taxa de redesconto - que determina juro cobrado nos empréstimos a bancos comerciais - em 0,50 ponto percentual, para 5,75%. A inesperada medida pretende acalmar investidores em meio às tensões globais com a condições nos mercados de crédito.   Na Ásia, a jornada foi marcada por perdas maciças. O índice Nikkei 225, da Bolsa de Tóquio despencou 5,4%. O recuo porcentual foi o maior desde março de 2001 e a queda em pontos foi a mais profunda desde abril de 2000.   Outros pregões da região também registraram quedas. O indicador MSCI que mede as bolsas de valores asiáticas com exceção do Japão perdeu 1,87%. Mais cedo, chegou a recuar 2,7%, atingindo menor nível em quatro meses e meio.   O indicador acumulou perda de 10,8% nesta semana, a pior performance semanal desde janeiro de 1998, quando se desvalorizou em 12,4%. Com o movimento desta sexta-feira, o índice registra perda de quase 20% desde o recorde de alta de 24 de julho. Os ganhos no ano foram reduzidos a pouco mais de 2%.   O iene continuou sua trajetória de valorização diante de outras moedas, sinalizando a continuidade da desmontagem de operações de carregamento (carry trades) financiadas pela moeda japonesa. O dólar da Nova Zelândia, que até antes do início da turbulência era um dos principais alvos dos carry trades financiados pelo iene, despencou outros 5% diante da moeda japonesa.   Incerteza   Apesar do esboço de maior calma predominante na abertura dos mercados europeus, o ambiente entre os investidores ainda é de intensa incerteza. "Tem gente que avalia que os preços de algumas ações ficaram baratos e está comprando estoques seletivos", disse um estrategista de fundo acionário britânico.   Para o estrategista do Royal Bank of Scotland, Paul Robson, os mercados "já descontaram" um iminente corte de juros pelo Federal Reserve. "Por isso, estão vulneráveis a mais decepção caso isso não ocorra", disse. "Com base no que ocorreu nesta noite nas bolsas asiáticas, a aversão ao risco continua sendo o fator predominante", completou.   Os estrategistas do WestLB salientaram que a agenda de indicadores nesta sexta é fraca. "Mas será interessante verificar se os preços das casas já começaram a ter um impacto sobre a confiança do consumidor nos Estados Unidos com a divulgação do índice preliminar da Universidade de Michigan nesta tarde", afirmaram. "Caso ele venha abaixo do esperado, então os mercados vão apostar mais agressivamente que a recente turbulência vai transbordar para a economia real", disse.  

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