CLAYTON DE SOUZA/AE
CLAYTON DE SOUZA/AE

Dólar cai 1,36% após quatro dias consecutivos de alta

Moeda americana encerrou a sessão cotada a R$ 2,83, em linha com moedas de países ligados a commodities ou emergentes

Agência Estado

12 Fevereiro 2015 | 11h31

(Atualização às 17h30)

O dólar e as taxas de juros futuras fecharam em queda nesta quinta-feira, 12, à medida que os investidores aproveitaram o ambiente mais tranquilo no exterior para realizar alguns ajustes no mercado doméstico depois da alta vista nas últimas sessões. No término do pregão no balcão, o dólar à vista fechou negociado a R$ 2,8310 (-1,36%). 

Depois de subir por quatro sessões consecutivas e atingir o maior nível desde outubro de 2004, o dólar recuou, afetado por uma realização de lucros. O alívio das tensões na Ucrânia e na Grécia, bem como os dados fracos nos EUA, forneceram suporte para divisas de países emergentes e exportadores de commodities contra a moeda norte-americana.

Durante a manhã, a cotação oscilou. O dólar abriu em queda ante o real, mas operou em alta em grande parte da manhã, influenciado pela desconfiança dos investidores com o quadro econômico e político do País. Na cotação máxima, por volta de 10h40, o dólar estava em alta de 0,24% ante o real, cotado a R$ 2,87. No início da tarde, o dólar passou a renovar mínimas ante o real, aliás, em um momento em que também amplificava as perdas ante outras divisas no exterior.

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, anunciou um cessar-fogo nos confrontos entre separatistas pró-Rússia e o governo da Ucrânia, que entrará em vigor a partir da meia-noite de domingo. Em relação à Grécia, apesar da reunião emergencial do Eurogrupo sobre a dívida grega não ter chegado a uma solução, o Banco Central Europeu (BCE) aumentou a linha de assistência de liquidez de emergência, conhecida pela sigla ELA, para o país em cinco bilhões de euros, para 65 bilhões. A notícia ajudou a impulsionar o euro e relação ao dólar. 


Na agenda de indicadores doméstica, apesar do o índice de atividade econômica do Banco Central (IBC-Br) ter ficado melhor que a mediana das estimativas em dezembro, os agentes continuam preocupados com a situação fiscal e da economia do Brasil. O índice, considerado uma referência para o Produto Interno Bruto (PIB), recuou 0,55% em dezembro, na comparação com novembro, já descontados os efeitos sazonais. 

Na avaliação da equipe de pesquisa do Bradesco, a queda do indicador em dezembro reforça a expectativa de uma contração no PIB do quarto trimestre calculado pelo IBGE. O Wells Fargo, quarto maior banco dos Estados Unidos, disse que as denúncias de corrupção na Petrobrás, o fraco nível de consumo e o baixo investimento podem ter "sérias consequências" na atividade econômica do Brasil este ano e possivelmente em 2016. (Com informações da Agência Estado).

Mais conteúdo sobre:
dólarcâmbio

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.