Dólar cai 1,73% e fecha a R$ 2,103 na 4ª queda consecutiva

Na semana, moeda norte-americana acumula queda de 9,5%; mesmo assim, deve encerrar o mês em forte alta

Reuters,

30 Outubro 2008 | 17h09

O dólar fechou em queda pela quarta sessão consecutiva nesta quinta-feira, 30, acompanhando a melhora dos mercados globais e as contínuas atuações do Banco Central no mercado. A moeda norte-americana caiu 1,73%, a R$ 2,103, ampliando a queda acumulada nesta semana para 9,5%. A divisa, no entanto, ainda caminha para fechar o mês de outubro em forte alta - já que no encerramento de setembro era cotada a R$ 1,906.     Veja também: Veja os reflexos da crise financeira em todo o mundo Lições de 29 Como o mundo reage à crise  Entenda a disparada do dólar e seus efeitos Especialistas dão dicas de como agir no meio da crise Dicionário da crise     "O mercado está um pouco mais sereno, principalmente depois de todo o noticiário de ontem. O humor em geral está melhor", afirmou Luis Piason, gerente de operações de câmbio da corretora Concórdia. Ele ressaltou que a tranquilidade do mercado se refletia também no baixo volume de negócios.   No final da tarde, o principal índice da Bovespa avançavam mais de 5%, no terceiro pregão seguido de ganhos. Em Nova York, os principais índices acionários também operavam em terreno positivo.   Na Europa, as ações européias terminaram o dia em leve alta depois de uma sessão volátil nesta quinta-feira, com as ações do setor bancário registrando os maiores ganhos. Mas o mercado perdeu sua força com a queda de ações ligadas ao setor petrolífero e a perda de fôlego em Wall Street. O principal índice de ações européias FTSEurofirst 300 index fechou em alta de 0,73%, a 903 pontos. Na máxima da sessão, o índice atingiu 922 pontos.   Grandes empresas do setor petrolífero, como a Royal Dutch Shell e a Total, registraram quedas de cerca de 4%, enquanto a BP caiu cerca de 2%, à medida que as perdas do petróleo ofuscaram os lucros acima do esperado da Shell.   Os bancos Santander, UniCredit e UBS chegaram a registrar altas entre 3 e 4%. O Deutsche Bank saltou 17,74%, depois que o grupo conseguiu fechar o terceiro trimestre no azul, escapando do prejuízo por conta de novas regras contábeis. Ainda assim, a instituição amargou pesadas perdas em negócios imobiliários.   Em Londres, o índice Financial Times fechou em alta de 1,16%, a 4.291 pontos. Em Frankfurt, o índice DAX avançou 1,26%, para 4.869 pontos. Em Paris, o índice CAC-40 subiu o 0,15%, para 3.407 pontos.   Em Milão, o índice Mibtel encerrou em alta de 1,36%, a 16.090 pontos. Em Madri, o índice Ibex-35 registrou alta de 2,0%, para 8.822 pontos. Em Lisboa, o índice PSI20 teve alta de 0,45%, para 6,254 pontos.   Swap   Na quarta-feira, o Federal Reserve anunciou quatro novas linhas de swap de moedas que poderão disponibilizar até US$ 30 bilhões ao Brasil. Piason destacou ainda que diversas empresas com problemas de posicionamento nos mercados futuros de câmbio estão renegociando os contratos com os bancos, o que alivia uma parte das pressões sobre o câmbio.   Nas últimas semanas, diversas empresas divulgaram exposição preocupante nos mercados derivativos, gerando desconfiança por parte dos concessores de empréstimo e empoçando a liquidez. "A intenção do BC é dar tranqüilidade, entrando diariamente no mercado", completou Piason.   Nesta sessão, o Banco Central realizou um leilão de swap cambial tradicional, em que repassou ao mercado o equivalente a quase US$ 1 bilhão. Além disso, foram feitos três leilões de venda de dólar com compromisso de recompra, vendendo efetivamente US$ 860 milhões.

Mais conteúdo sobre:
Crise Financeira Crise nos EUA Dólar

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.