Dólar cai a 1,8070

O juros futuros registraram alta nesta sexta-feira, quando os cenários externo e interno se mostravam positivos. O relatório do Banco Central sobre inflação divulgado ontem concluiu que à atual taxa de juros, a inflação do ano ficaria em 5,6% e o crescimento econômico, em 3,9% para 2000. Como a meta de inflação é 6%, e a de crescimento, de 4%, pode haver espaço para uma redução das taxas de juros. O relatório suscitou algumas interpretações diferentes quanto à redução: se ela ocorrerá ou não, e quando. Em especial, considerando-se os efeitos futuros da taxa de juros para a meta de inflação de 4% para 2001 e 3,5% para 2002. Os juros prefixados para contratos de swap com base de 252 dias úteis, o melhor indicador para taxas de juros de longo prazo, subiram de 18,79% ao ano ontem para 18,88% ao ano hoje. O mercado, no entanto, a julgar pelas opiniões manifestadas nas mesas de open market e por outros números, continua mantendo a expectativa de nova queda da Selic para breve, antes, evidentemente, da próxima reunião do Copom. O mercado de câmbio teve mais um dia de fluxo cambial positivo, dado o cenário otimista. A conseqüência do ingresso de recursos foi a queda do dólar para uma cotação de R$ 1,8070 (baixa de 0,28%). Porém, o desempenho da balança comercial está muito aquém da meta do governo, o que pressiona o dólar para cima, pois não entram divisas na quantidade desejada. Outro fator de pressão é que se o Banco Central reduzir a taxa de juros básica, a Selic, ao menos num primeiro momento, os investimentos em renda fixa no Brasil ficam menos atraentes.

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