Dólar cai à espera de ingressos em dia de baixo volume

O dólar caiu frente ao real nesta segunda-feira, diante de expectativas de mais ingressos de recursos nas próximas semanas. A sessão, contudo, foi de fraco volume, permitindo que o leilão de compra do Banco Central brecasse a queda da moeda norte-americana.

JOSÉ DE CASTRO, REUTERS

28 de setembro de 2009 | 16h38

A divisa encerrou a 1,794 real na venda, em baixa de 0,28 por cento, após cair 0,78 por cento na mínima do dia.

No mercado mundial, o dólar se afastava das mínimas em um ano e ganhava 0,25 por cento ante uma cesta de divisas no final da tarde.

"Se tivéssemos nos comportado em linha com as moedas lá fora, o dólar deveria ter subido. Mas a expectativa por mais fluxo positivo no curto prazo deixou a divisa sem força para subir", avaliou o gerente da tesouraria do Banco Alfa de Investimento, Gerson de Nobrega.

Entre as empresas com planos de ofertas de ações, que devem atrair recursos estrangeiros, estão Santander Brasil, Rossi Residencial e PDG Realty.

"Os investidores já precificaram a entrada de dólares decorrentes dessas operações", lembrou Nobrega, sugerindo que a concretização dos ingressos pode não exercer a esperada pressão de queda sobre o dólar.

Após o leilão diário de compra de dólares pelo Banco Central, a queda arrefeceu. Segundo operadores, a sessão de reduzida liquidez fez com que a operação tivesse efeito sobre as cotações. A taxa de corte definida foi de 1,7899 real.

De acordo com números da BM&FBovespa, o giro interbancário era de 900 milhões de dólares, em operações com liquidação em dois dias (D+2). O dado é preliminar.

Pela manhã, o BC informou no relatório Focus que o mercado financeiro manteve a expectativa de taxa de câmbio no fim de 2009 e de 2010 em 1,80 real.

O Banco Schahin acredita na manutenção da baixa do dólar, ressaltando o saldo positivo no balanço de pagamentos como elemento que reforça esse movimento. Os analistas avaliam ainda que a trajetória de apreciação da moeda brasileira continuará no ano que vem.

"As entradas via investimentos diretos e em carteira devem seguir exuberantes, financiando com ampla sobra o déficit (em conta) corrente. Esperamos sobra entre 25 bilhões de dólares e 30 bilhões de dólares no balanço de pagamentos em 2010, o que permanecerá se configurando como foco de pressão para a valorização do real", afirmou em relatório.

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