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Dólar cai a R$ 1,8630 e tem maior sequência negativa do ano

Dólar fechou a R$ 1,8630, com baixa de 0,59%. Na semana, queda de 2,10%

Reuters

13 de julho de 2007 | 17h26

Apesar da atuação mais contundente do Banco Central, o dólar voltou a cair nesta sexta-feira com o fluxo cambial positivo e estabeleceu uma nova mínima desde outubro de 2000. Foi a sexta queda consecutiva da moeda norte-americana - maior sequência negativa neste ano. O dólar fechou a R$ 1,8630, com baixa de 0,59%. Na semana, a divisa acumulou baixa de 2,10%. O BC realizou dois leilões de compra de dólares no mercado à vista nesta sessão, o que não ocorria desde 4 de maio, quando a moeda norte-americana estava perto de romper a barreira dos R$ 2. Apesar da presença mais ativa da autoridade monetária, a taxa de câmbio reagiu timidamente às duas operações e fechou nas mínimas do dia. No pregão à vista da Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), a moeda norte-americana chegou a ser negociada a R$ 1,8620. "(O BC) está tentando segurar um pouco mais, se manifestou duas vezes. (Mas) é difícil remar contra a maré", disse Paulo Fujisaki, analista de mercado da corretora Socopa. "O fluxo continua, continuam atrativos os papéis de emergentes, nossa taxa de juros continua atraente para arbitragem de juros. Não tem como segurar essa corrente", comentou. Força externaA enxurrada de dólares no país ganhou força adicional nesta semana em meio aos recordes no mercado acionário norte-americano. Os índices Dow Jones e Nasdaq se mantêm em patamares históricos desde a última sessão. O Brasil se beneficiou da menor aversão ao risco dos investidores estrangeiros e viu a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) se aproximar dos 58 mil pontos nesta sexta-feira, outra recorde. A bolsa paulista teve ainda o maior IPO (oferta pública de ações) da história, com a abertura de capital da Redecard. Esse tipo de operação é um dos que mais atraem os investidores estrangeiros. "Teve grande fluxo (de dólares), principalmente na entrada de estrangeiros para os IPOs que estão tendo", disse Frederico Cilento, operador do Banco Alfa de Investimento. Fujisaki disse ainda que o mercado de câmbio não encontrou um piso para a cotação do dólar após a quebra do patamar de R$ 1,90. "É muito difícil falar em suporte técnico... Estamos entre R$ 1,80 e R$ 1,90", disse.

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