Renato Cerqueira/Futura Press
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Ibovespa fecha em novo recorde, acima dos 108 mil pontos; dólar fica abaixo de R$ 4

Alta na Bolsa é puxada pela animação dos investidores com o mercado local, além de perspectivas de melhora na crise comercial entre EUA e China

Paulo Dias e Karla Spotorno, Agência Estado

28 de outubro de 2019 | 11h55
Atualizado 29 de outubro de 2019 | 10h41

O Índice Bovespa iniciou a última semana de outubro registrando novos recordes, garantidos pela combinação entre o apetite por risco no mercado internacional e a percepção de um cenário doméstico mais benigno para o mercado de ações nos próximos meses. Em alta desde a abertura, o principal índice da B3 terminou o dia aos inéditos 108.187,06 pontos, com ganho de 0,77%. Os negócios somaram R$ 14,9 bilhões.

Os ganhos foram puxados principalmente pelas principais ações do setor financeiro e da Petrobrás, que acumulam valorização bem superior à do Ibovespa em outubro. Enquanto o índice registra alta de 3,29% no período, a ação preferencial da petroleira estatal contabiliza 7,44% e a ação preferencial do Bradesco, por exemplo, acumula 12,52%.

Dólar

Pela primeira vez desde 15 de agosto, o dólar à vista encerrou abaixo dos R$ 4 e também no menor nível desde então. No fechamento, a moeda à vista marcou R$ 3,9925 (-0,38%). Na mínima do dia, foi a R$ 3,9734 (-0,86%). A queda é alinhada ao desempenho da moeda americana ante as pares de economias emergentes e também do Dollar Index (DXY), índice composto por seis moedas de países desenvolvidos.

As perspectivas mais positivas sobre o confronto entre os gigantes do comércio global - China e Estados Unidos - somados a uma trégua no conflito sobre o Brexit apoiaram o aumento do apetite a risco global. Um indicativo desse movimento é a nova queda do Credit Default Swap (CDS) de cinco anos do Brasil, um termômetro do risco-País, que era negociado nesta segunda-feira a 119 pontos. Na sexta-feira, o CDS fechou a 121 pontos. As cotações são da IHS Markit.

Também apoia o movimento a expectativa com o ingresso de dezenas de milhões de dólares com o leilão da cessão onerosa do pré-sal, programado para novembro. Em Riad, o presidente Jair Bolsonaro afirmou que a Arábia Saudita deve participar do leilão, em novembro. Assim como fez na China, ele vai reforçar o convite aos sauditas na visita iniciada hoje. "Todo o mundo está interessado no leilão do pré-sal", declarou o presidente.

Estrangeiros

No cenário externo, a influência positiva das bolsas de Nova York contou com os novos recordes do S&P-500, em meio à safra de balanços e às notícias de que as negociações entre Estados Unidos e China convergem para um acordo parcial. Além disso, o adiamento do Brexit para janeiro também tranquilizou os investidores lá fora, o que reduziu a procura por ativos defensivos, como dólar e os títulos do Tesouro americano, e beneficiou as bolsas do mundo inteiro. Ao final da tarde, o MSCI Emerging Markets tinha alta de 0,61%. O iShares MSCI Brazil (EWZ) ia além, com ganho de 1,07%.

De acordo com dados divulgados neste início de tarde pela B3, o saldo dos investimentos estrangeiros na Bolsa ficou positivo em R$ 173,370 milhões na última quinta-feira, dia 24. Embora em volume tímido, foi o quarto pregão consecutivo de ingresso de recursos externos na Bolsa. Em outubro, o saldo acumulado ainda é negativo em R$ 9,887 bilhões.

Entre as ações que fazem parte do Ibovespa, as maiores altas foram de Bradesco PN e ON, que avançaram 3,61% e 2,97%, nesta ordem. O banco divulga seu resultado do terceiro trimestre na quinta-feira (31), antes da abertura dos negócios. Já BRF ON (-2,65%) e Marfrig ON (-2,37%) foram as quedas mais significativas do índice, em movimento atribuído a correções de ganhos recentes. Na máxima do dia, o Ibovespa atingiu 108.392,72 pontos (+0,96%).

Estreias

No dia de estreia na B3, a Bolsa de São Paulo, as ações da C&A estiveram entre as maiores altas desta segunda-feira, 28. Os papéis da varejista fecharam a R$ 17,15, com alta de 3,93%. O preço de estreia da ação era de R$ 16,50 e, na máxima do dia, o papel da C&A foi cotado a R$ 17,35, alta de 5,15% sobre o preço de abertura. 

Já a ação do Banco BMG da família Pentagna Guimarães, outra aposta de IPO nesta segunda-feira, operou instável durante todo o dia e fechou em queda de 0,86%. A máxima da ação chegou a R$ 46,80, contra os R$ 46,40 da abertura.

A oferta primária de ações injetou R$ 1,2 bilhão no caixa do banco, com a venda de 103,4 milhões de ações. Os planos do banco incluem direcionar 45% do valor a investimentos em linhas de negócios já existentes; outros 45% em novos produtos e, por fim, 10% em inovações tecnológicas e iniciativas de marketing. Já a oferta secundária de ações levantou R$ 400 milhões de lucro a Flávio Pentagna.

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