Dólar cai ante real após seis altas, em linha com exterior

O dólar fechou em queda ante o real nesta segunda-feira, interrompendo sequência de seis altas consecutivas, em um movimento de ajuste técnico, na esteira da menor aversão ao risco nos mercados externos.

REUTERS

10 de novembro de 2014 | 17h32

No cenário doméstico, investidores continuaram no aguardo do anúncio do próximo ministro da Fazenda e de mais sinais sobre como será a política econômica no segundo mandato da presidente Dilma Rousseff.

O dólar caiu 0,55 por cento, a 2,5493 reais na venda, depois de recuar a 2,5313 reais na mínima do dia, queda de mais de 1 por cento. Nas seis sessões anteriores, a divisa acumulou avanço de 6,46 por cento.

Segundo dados da BM&F, o giro financeiro ficou em torno de 780 milhões de dólares.

"O dólar tem sido muito pressionado nas últimas semanas e hoje, com a agenda fraca, está dando um respiro e seguindo lá fora", disse o superintendente de câmbio da corretora TOV Reginaldo Siaca.

Dados divulgados na sexta-feira mostraram que a economia dos Estados Unidos gerou postos de trabalho em ritmo razoavelmente rápido em outubro, mas o crescimento dos salários continuou fraco, o que sugere que o Federal Reserve, banco central dos EUA, não terá pressa em começar a elevar as taxas de juros.

A perspectiva de que os juros norte-americanos continuarão quase zerados fez o dólar a se enfraquecer contra as principais moedas durante a manhã, levando o real às mínimas da sessão. Durante a tarde, o movimento perdeu força, com a moeda norte-americana passando a subir em relação a moedas como o euro e reduzindo a queda no Brasil.

Ainda assim, investidores aproveitaram o marasmo para liquidar posições, após fortes altas recentes motivadas por incertezas sobre a política econômica brasileira. O mercado quer, sobretudo, ver sinais de mudança na política fiscal brasileira, criticada por ser excessivamente expansionista e pouco transparente, e por isso a expectativa em relação ao novo ministro da Fazenda.

"O mercado está sem liquidez, está um pouco travado. Até sabermos a equipe econômica, não dá para saber muito bem o que vai acontecer", disse o operador de câmbio da corretora Intercam Glauber Romano.

Nesta manhã, o Banco Central vendeu a oferta total de até 4 mil swaps, que equivalem a venda futura de dólares, pelas atuações diárias. Foram vendidos 2,2 mil contratos para 1º de junho e 1,8 mil para 1º de setembro de 2015, com volume correspondente a 197,4 milhões de dólares.

O BC também vendeu nesta sessão a oferta total de até 9 mil swaps para rolagem dos contratos que vencem em 1º de dezembro. Ao todo, a autoridade monetária já rolou cerca de 22 por cento do lote total, equivalente a 9,831 bilhões de dólares.

(Por Bruno Federowski)

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