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Dólar cai ante real por ingressos e cenário externo positivo

O dólar marcou a terceira queda seguida frente ao real nesta quarta-feira, em meio ao tom positivo nas principais bolsas de valores globais e a contínuos ingressos de recursos voltados principalmente para arbitragem.

JOSÉ DE CASTRO, REUTERS

18 de maio de 2011 | 16h38

A moeda norte-americana fechou em baixa de 0,62 por cento, a 1,612 real na venda, menor patamar em pouco mais de uma semana.

O operador de derivativos financeiros de uma corretora paulista notou nesta sessão um volume maior de entrada de capital direcionado para operações de "carry trade", em que o investidor busca recursos em economias de juro menor para aplicar nas de juro mais alto. Esse movimento, segundo ele, valorizou o real não só contra o dólar mas também frente a outras divisas.

"O real está se valorizando de forma geral. Acredito que a maior parte disso é por causa do 'carry trade'. Você não encontra a estabilidade e os juros que o Brasil tem em qualquer lugar do mundo, e isso é um grande atrativo para aplicações aqui, mesmo com o IOF", comentou o operador, pedindo anonimato.

A moeda brasileira subia ante o euro, o iene e a libra esterlina. Ao mesmo tempo, o dólar operava praticamente estável contra uma cesta de divisas.

Os ingressos de recursos ao país, aliás, voltaram a ganhar força nas duas primeiras semanas de maio, após escassearem em abril. Neste mês até a última sexta-feira, o fluxo positivo saltou a 8,809 bilhões de dólares, bem acima da entrada líquida de 1,541 bilhão de dólares verificada em todo o mês de abril.

Para Reginaldo Galhardo, gerente de câmbio da Treviso Corretora de Câmbio, o aumento no saldo positivo se deveu principalmente à internalização de recursos por exportadores --que aproveitaram a recente alta do dólar-- e a ingressos oriundos de captações externas, como a realizada recentemente pelo Bradesco, no valor de 1,35 bilhão de dólares.

Investidores repercutiram ainda o cenário de maior apetite por risco no exterior, que se manteve após o Federal Reserve dizer que a discussão sobre a retirada dos atuais estímulos monetários não deve ser vista como uma indicação de que o banco central norte-americano está pronto para acabar com o suporte a qualquer momento .

Os estímulos monetários oferecidos pelo Fed desde o ano passado favoreceram um rali nos mercados de ações e em moedas de maior rendimento. No final desta tarde, o índice Dow Jones da Bolsa de Nova York subia 0,7 por cento, enquanto a volatilidade despencava quase 8 por cento.

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